Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Dom Mar 18, 2012 12:29 am

Ora isto não vai ser fácil, no entanto vou tentar dar o meu melhor e ser também o mais sucinto possível e de preferência sem errus ortográficos, cá vai então:

Para quem não sabe, isto já depois do período neolítico e dos primeiros povos conhecidos que ocuparam a região que é hoje Portugal, nomeadamente os Oestrimni, os saefi e os dragani, foram cinco as etnias que aqui surgiram. Começando de norte para sul, os galaicos, os lusitanos, os turdulos, os celtici e os cónios.


Não se pode dizer que exista uma raça “portuguesa”, nós somos a anti raça. Os povos chegavam a finisterra e não tendo mais para onde ir guerreavam-se, acasalavam e misturavam-se. Assim sendo quer-se que os Lusitanos seriam uma mistura dos primeiros povos com povos indo-europeus que migraram para a sagrada península ainda antes dos celtas. Os celtas tiveram alguma influência na cultura lusitana? Sim, mas antes da sua chegada, estes já cá estavam. Os galaicos são descendentes dos primeiros celtas, dos mesmos que se misturaram com os iberos e originaram os celtiberos. Os turdulos descendem do antigo reino de Tartessos e a sua cidade, no tempo dos romanos, Ipolka em latim Obulco, situava-se perto da margem norte do rio Guadiana (Anas). Mais tarde, cerca de 400 a.C migraram para a zona de Leiria e também de Coimbra. Os celtici fazem parte da segunda migração de povos celtas para a sagrada península, pertencentes à cultura de La Téne e não à de Halsstat como aqueles que tiveram na origem dos galaicos e celtiberos. Para terminar, os cónios também eles à semelhança dos lusitanos eram pré-celtas, oriundos da Anatólia e ocupavam a região do Algarve.

Deuses


O par divino dos lusitanos era Arencia (Deusa guerreira Lusitana, Ela representa a vitória dos que lutam pelo seu povo) e Arencio (Deus guerreiro e de carácter belicoso, Ele representa a força.)

O par divino dos galaicos era Nabia (Deusa fertilizadora da natureza, das águas, fontes e rios, assim como dos bosques) e Coronus (Deus cornudo coroado nos mundos subterrâneos, está ligado à guerra e à morte).

O par divino dos Celtici seria, Ataecina (Ela é a Renascida. É uma Deusa Mãe Tripla: da Natureza, da Cura e Infernal. Como Deusa da fertilidade é aquela que desaparece no submundo para depois renascer e dar os frutos da terra de onde brota a vida. Assim acompanha os ciclos da vida e como padroeira dos campos estimula a produção e o progresso; após o crescimento, desenvolvimento, morte e ressurreição. Era-lhe também dedicado um culto de invocação, antigamente através de certas fórmulas, invocavam-se divindades para prejudicar alguém. Equivalente à Proserpina romana. Tem várias naturezas.) e Endovellico (É o Deus curador ligado aos milagres e à fé, assim como da medicina, saúde, da terra e da natureza, mas também é um deus do mundo subterrâneo e protector da vida após a morte. É o deus da sabedoria e o génio da montanha. Chamam-lhe O Muito Bom. Também foi adoptado pelos cristãos como o arcanjo São Gabriel padroeiro de Portugal. Tem diferentes naturezas e manifestações.)

Dos turdulos nada sei, no que respeita a religião, ainda não me debrucei sobre o assunto.
Quanto aos cónios, estes eram monoteístas e o Deus que adoravam era Elohim.

Pronto já está, para começar e muito resumido parece-me que está bom, espero que tenham gostado. Alguma dúvida é só dizerem, estou à vossa inteira disposição (mais ou menos lol) .


Última edição por Nantumaurus em Ter Mar 27, 2012 11:36 am, editado 4 vez(es)
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Sailor Moon em Dom Mar 18, 2012 1:47 am

Olá Nantumaurus obrigada por esta partilha de conhecimento realmente fico curto e muito interessante.

Dos Deuses que referiste o que mais conheço é o Endovellico que ainda permanecem as celebrações em sua honra nos tempos que correm. Costuma acontecer em Julho e é um dos poucos encontros da PFI Portuguesa aberta ao público.
avatar
Sailor Moon

Sagitário Coelho
Mensagens : 570
Data de inscrição : 04/01/2011
Idade : 29
Localização : Alba

http://unicorniodadeusa.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Black_Sun em Dom Mar 18, 2012 8:32 pm

Muito bom tópico de facto. Confesso que o antigo povo galaico é aquele que mais me desperta o intreresse, talvez pelo facto de viver no norte do país, e por sempre ter tido uma paixão por trás-os-montes e minho.



avatar
Black_Sun

Mensagens : 31
Data de inscrição : 08/03/2012
Localização : Porto

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Dom Mar 18, 2012 9:21 pm

Sim é isso,
nós temos sempre mais afinidade pela terra de onde somos, logo os povos ancestrais que viveram nela despertam-nos mais interesse. Eu sou cá debaixo e embora de uma forma ou de outra me sinta ligado a vários Deuses das vizinhanças, tais como Trebaruna e Brigus, os Deuses com que mais me idenifico são sem duvida alguma Ataecina e Endovéllico.


Última edição por Nantumaurus em Seg Mar 26, 2012 8:55 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Taýr Mirellë em Seg Mar 19, 2012 11:20 pm

[é nesta parte que devoro a informação mas não sei comentar nada de jeito]
avatar
Taýr Mirellë
The Black Panther

Peixes Boi
Mensagens : 485
Data de inscrição : 02/01/2011
Idade : 104
Localização : Lusitânia Lunar

http://nyankoyue.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

O paganismo lusitano

Mensagem por Nantumaurus em Seg Mar 26, 2012 8:14 pm

Muitas festividades cristãs são, normalmente, sobrevivências de celebrações pagãs. As festas mais importantes do ano ligam-se ao calendário indo-europeu, com semelhanças evidentes com o calendário céltico. O culto céltico dos mortos pode-se identificar com o das alminhas, ou com a prática da encomendação das almas, naturalmente cristianizadas.


Para os lusitanos a fundição dos metais, particularmente a dos minérios de ferro, era um acto sagrado e os ferreiros, tal como entre os celtas, considerados como mágicos. Moncorvo, situado nas faldas da Serra de Reboredo, rica em ferro, parece ter herdado o seu nome de um culto ao corvo, representado por um amuleto com a forma de um corvo de ferro. Segundo Estrabão essa prática era comum ao norte da Hispânia (Geografia, Liv. III). Jean des Vries na obra citada (página 175) e Grenier (Gaulois, página 341) referem-se ao corvo como ave orácula dos ferreiros.


O culto ao porco aparece sobre a evocação de Santo André Avelino, protector cristão dos porcos. Encontrei esculturas zoomórficas dedicados ao porco e ao touro, junto de uma capela sob evocação deste santo, em Almofala, Figueira de Castelo Rodrigo. Também em Castelo Mendo (Almeida), localizei dois verrascos de pedra, a uma das entradas da cerca medieval, certamente no mesmo sítio por onde, na época castreja, se entrava na povoação e se saía para a necrópole. Isto é o que nos sugere o Calvário que fica no caminho destas esculturas. Este Calvário situa-se, ao que nos informaram, num local que outrora foi mortório (cemitério).


O Zéfiro, deus do vento, tinha um santuário na Serra de Monsanto (monte Santo), perto de Lisboa. A este culto se liga a crença de que a velocidade dos cavalos lusitanos resultava de as éguas serem fecundadas pelo vento Zéfiro.


O culto solar, saído das épocas mais remotas do Neolítico e do Bronze, aparece testemunhado em documentos arqueológicos do período romano. Prende-se às festividades solesticiais, expressas nas orvalhadas da manhã de S. João e aos festejos desse dia, inclusive as danças de purificação, que originalmente só incluíam a passagem do gado pelo meio de filas de fogueiras.


Sabemos que os lusitanos efectuavam danças religiosas nas noites de plenilúnio. Os planetas, Marte, Vénus e Lua seriam motivadores de danças rituis. Certos jogos, que ainda hoje se praticam nos meios rurais, poderão ter origem mágico-religiosa. Por exemplo: o medo da Coca que para as crianças funciona como uma espécie de papão a qual em alguns lugares é representado por uma serpente, accionada pelos rapazes, que percorrem as ruas para “meter medo” (Em Monção anualmente se festeja com a Coca). Os bichos-carpinteiros, segundo a crença popular, mantida em algumas povoações Beirãs, só atacam nas noites de Lua cheia.


O culto da lua, nas populações lusitanas prende-se à estrutura económica ganadeira, como podemos comprovar por Estrabão e, no norte da Península, ao matriarcado, pela influência daquela nos ciclos menstruais. Os amuletos em forma de Lua, que ainda continuam a ser usados, são sobrevivências desse culto, referido por Santo Isidoro nas Etimologias (XIX, 31, 7) e também pelo Cânon Septuagésimo do II Concílio de Braga. No Vale do Douro, como se vê por epígrafes romanas, existiu um extenso culto à Lua.


A astronomia lusitana estaria povoada de deuses, a avaliar pelas sobrevivências deste tipo de conhecimento entre os pastores. O Sete Estrelo ou Barca (nome porque é designada a Ursa Maior) e outras constelações, seriam do conhecimento empírico. Pastores beirões contam a história da Barca. As duas estrelas das guardas representam os bois, que os ladrões roubaram. Estes equivalem às outras duas estrelas do trapézio. A primeira da cauda representa o patrão, que acordou e veio ocorrer para alcançar os bois, que os ladrões vão tocando. A seguir, na cauda há uma estrela dupla: a patroa e a menina. Finalmente, e a alguma distância, a ultima estrela da cauda, representa o criado, que vai, pachorrentemente, na “retangueira”, isto é, despreocupado com o que está acontecendo ao amo.


À semelhança de outros povos indo-europeus, também os lusitanos tinham bosques e plantas sagrados. Hoje, a sua tradição perpetua-se nos galheiros com oferendas, que enfeitam os cortejos ou os bazares em dias festivos. A cornalheira do sul teria sido um arbusto sagrado, a julgar pelas histórias dos pastores. O mesmo podemos dizer do trovisco, que é considerada também como venenosa. Mas as árvores mais importantes entre as sagradas seriam o carrasco e o carvalho. O mesmo aconteceu com os celtas, o que não é de estranhar dada a origem comum e formas de actividade sócio-económica, na fase do pastoreio. Também os celtas se reuniam em bosques de carvalho. Uma famosa cornalheira é a de Santo Alifonso, sobranceira ao Sabor, no termo de Felgar. É multicentenária e nunca perde a folha. Botanicamente provoca problemas. Será uma sobrevivência da flora primitiva, ou uma importação trazida do sul pelos pastores. Os antigos pensavam que comendo bolotas do carvalho se podia adivinhar. A este propósito escreveu Lucano, poeta latino nascido em Córdova (36-65): “ Dryadae glandibus comestis divinare fuerant consueti”. O carvalho seria, pois, uma árvore cósmica, que ligaria a Terra ao Céu e ao Inferno. Era sinal de força, carácter que ainda não perdeu.


Outras plantas teriam valor mágico-religioso: a artemísia, o alecrim, a bela-luz e o rosmaninho. A abundância de nomes de árvores e arbustos na antroponímia portuguesa, os Carvalhos, os Pereiras, os Silvas, etc. são expressões de culto às árvores, fenómeno com correspondência em outras áreas ocidentais, que nas origens tiveram idêntica influência religiosa.


Os lusitanos acreditavam na existência de numens protectores da natureza, conhecidos entre os romanos por génios. O Corpus Inscriptionem Latinarum de Hubner indica alguns, em território lusitano: S.Pedro do Sul, Midões, Aramenha, aos quais J. M. Blázquez acrescenta um inédito de Coimbra. Estes génios ou numens eram defensivos e curativos, ou salutíferos, como acontecia com as fontes medicinais. Na Beira Alta conhecem-se desde remotas eras, certamente devido às deslocações dos pastores. As mais afamadas e já apreciadas em época romana, foram as de Manteigas, Cró, Alcafaxe, Unhais da Serra, Ariola, Longroiva, Vila do Touro e S. Pedro do Sul. Serviam-se delas para tratarem o reumatismo ou doenças de pele.


O culto das fontes e dos cursos de água é comum a todo o mundo que sofreu influências célticas. Sobrevive no nome de alguns rios e ninfas minerais. Na mitologia céltica a mais importante deusa da terra era Ana-Dana, mãe dos deuses. Mas, entre os lusitanos, na sua fase mais primitiva, os deuses confundiam-se com as forças da natureza e com a capacidade criadora. Não tinham o carácter antropomórfico, que podemos descobrir na família dos deuses, como resultado de uma influência helénica, desenvolvida através dos contactos com as colónias gregas, mediterrâneas, da França.


As divindades protectoras da família, os lares, persistem na tradição recordada na palavra lareira, pedra do lar, junto da qual se reúne a família e se acende o lume. Subsiste nas “alminhas”, que se erguem junto dos caminhos (lares viales), ou nas encruzilhadas. São particularmente frequentes na Beira, em Trás-os-Montes e no Minho. Também os lares eram divindades protectoras das gentilidades. Há um mapa com a distribuição dos lares, das deusas e deuses, segundo uma relação colhida de J. Alarcão, E. Etiene e G. Fabre.


Entre os lusitanos e os celtiberos haveria também um culto ao urso. A palavra urso traduz-se por arco na língua lusitana e também na celtibérica. Arco sobrevive em alguns topónimos (Arco, Arcozelo, Arcos, etc.). Perto do Sabor, em Felgar, situa-se o Val Durso (Vale de Urso).


O culto às pedras deu lugar a santuários cristãos. Assim na Serra da Lapa fizeram uma igreja para abrigar as pedras da lapa. Onde apareceu a Senhora. O mesmo se verifica em outras regiões da Europa, que tiveram cultos análogos antes da Cristianização. Na Áustria foi construída uma igreja abrigando pedras cultuais. A igreja de S. Wolfgang, em Abersée e a de Maria Schnee, ma Boémia, estão nestas condições, assim como outra, na Alésia, em Triguères (França). No Alentejo adaptaram um dólmen à capela. A estatua-menhir de Longroiva apareceu tombada num local conhecido por Cruzeiro novo, o que se pressupõe uma mudança de culto. Em S. Salvador do Mundo, majestoso santuário alcandorado sobre o rio Douro, perto de S. João da Pesqueira, verificasse um fenómeno parecido, pois a capela levanta-se sobre uma gruta pré-histórica, que devia ter sido local de culto. A Senhora da Penha em Guimarães e o Penedo das Mouras, em Ponte de Lima, são sobrevivências do culto das pedras.


A arte reflecte os grandes eixos de interesse da religião e da magia, como se verifica pela decoração predominante geométrica, mantida e continuada pelos pastores artistas, entre os quais os do Jarmelo (Guarda), que nos nossos dias continuam a tradição das colheres de madeira, das flautas e dos cajados, cuja decoração expressa um ritual mágico. Os trisquel`s e as suásticas castrejas, as ornamentações como as das pedras Formosas, dos portais, das cerâmicas e ourivesarias, são manifestações de culto, cujo significado se ignora. A etnologia comparada dá-nos testemunhos de manifestações rituais com algumas analogias entre algumas tribos africanas e ameríndias.


À semelhança do que aconteceu com outras gentilidades, a transmissão de doutrinas religiosas deveria ser feita pelos velhos. Não conhecemos referências a sacerdotes entre os lusitanos, como aconteceu entre os celtas, da mesma época, que ensinavam as doutrinas druidas sobre a imortalidade da alma e a metempsicose. Esses ensinamentos eram feitos em verso e a duração dos estudos exigia um aprendizado de pelo menos 350 memórias, ou factos históricos. Tivemos oportunidade de verificar processo análogo entre os quibalas e os bailundos de Angola. O fenómeno é característico de um determinado estádio.


As Hespérides correspondiam ao país dos lusitanos, situadas no Ocidente remoto, onde o Sol se punha. Na crença dos celtas, as Hespérides eram um país maravilhoso e, contrariamente ao que alguns autores escreveram, não significa o reino da Morte. É natural que esse mito celta de Mag Mell revestisse outra versão, entre os lusitanos, que, como está provado, sofreram influencias religiosas célticas. Mas pouco podemos avançar neste campo. Sabemos que as festas se ligavam profundamente aos mitos e ritos dos deuses e heróis, à semelhança do que sucedia com os gregos. Também se faziam corridas de cavalos após a morte de um herói, a que prestavam honras fúnebres, tal como fizeram com Viriathus.

Adriano Vasco rodrigues em: Os Lusitanos -Mito e Realidade- Academia Internacional da Cultura Portuguesa


Última edição por Nantumaurus em Ter Mar 27, 2012 10:08 am, editado 1 vez(es)
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Sailor Moon em Seg Mar 26, 2012 8:32 pm

Muito bom mesmo! Obrigada

Sempre achei engraçado ter um nome dedicado às arvores "Silva", acho que me assenta que nem uma luva já que as silvas têm espinhos por todo o lado!!!
avatar
Sailor Moon

Sagitário Coelho
Mensagens : 570
Data de inscrição : 04/01/2011
Idade : 29
Localização : Alba

http://unicorniodadeusa.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Ter Mar 27, 2012 10:56 am

Sailor Moon escreveu:Muito bom mesmo! Obrigada

Sempre achei engraçado ter um nome dedicado às arvores "Silva", acho que me assenta que nem uma luva já que as silvas têm espinhos por todo o lado!!!

Eu sei já me piquei num! lol

Sendo a Wicca uma relegião importada, por nós pagãos portugueses e restantes europeus, particularmente da Inglaterra e dos E.U, centrada em deuses, nomeadamente da cultura céltica, cabe-nos a nós redescobrir a nossa própria cultura, as nossa origens e a nossa essencia espirutal. Não digo com isto que esteja errado da nossa parte invocar deuses celtas ou nordicos, por exemplo, no entanto penso ser importante que seja criada uma afinidade com a nossa tradição e espiritualidade mais profunda. Para alem dos rituais que existem com essa finalidade, passear pelos nossos bosques e serras, a preferencia pela gastronomia local, escutar musica etnica, adquirir o nosso atersanato, ler os contos mais antigos e populares, visitar templos neoliticos, etc. podem ajudar bastante nessa religação.
Para aqueles que optaram pela via eclética, incluir os deuses lusitanos, galaicos e celtici ou pelo menos alguns, no lote das divindades com quem trabalham penso que seria uma mais valia, pois queiram quer não o vosso espirito de uma maneira ou de outra está intrinsecamente ligado a Eles. O sangue destes antigos pagãos corre-vos nas veias. Para aqueles que optaram pela via reconstrucionista, por que nos ligar-mos a culturas distantes que nada ou pouco nos dizem, tais como a greco-romana. Ao contrário dos deuses provinientes das referidas culturas, os nossos, por assim dizer, tinham um caracter ético. Vejam o exemplo:

BRIGO (BRIGUS) – Deus da Criação. É um Deus protector e fomentador da civilização humana. É o destruidor do caos, das trevas e do inferno, está ligado à criação do Cosmo. É o símbolo da vitória do homem racial sobre a natureza selvagem. Ele representa a ordem, a estabilidade e a felicidade. Os cristãos adoptaram-no como S. Miguel que vence o dragão. É o esposo de Trebaruna.

E proto já chega, se começo a divagar muito, o mais certo é começar a dizer disparates. lol
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por freya em Qua Mar 28, 2012 12:07 am

Nantumaurus

"E proto já chega, se começo a divagar muito, o mais certo é começar a dizer disparates. lol"

axas????estou maravilhada!!!! nem sei o k dizer...eu por exemplo sou uma mistura de duas etnias a cigana/alentejana e a africana...mto simples o meu avo alentejano de gema casa com uma cigana espanhola ,a minha mae alentejana casa com um moçambicano... então ... eu cresci no meu de uma cultura racial mto interessante,e estudei num colégio católico!!!portanto o meu interesse pela nossa cultura e pelos nossos antepassados,fascina-me! por isso podes continuar a divagar....
avatar
freya

Sagitário Ovelha
Mensagens : 15
Data de inscrição : 07/10/2011
Idade : 49
Localização : marinha grande-leiria

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Seg Abr 02, 2012 9:54 am

freya escreveu:Nantumaurus

"E proto já chega, se começo a divagar muito, o mais certo é começar a dizer disparates. lol"

axas????estou maravilhada!!!! nem sei o k dizer...eu por exemplo sou uma mistura de duas etnias a cigana/alentejana e a africana...mto simples o meu avo alentejano de gema casa com uma cigana espanhola ,a minha mae alentejana casa com um moçambicano... então ... eu cresci no meu de uma cultura racial mto interessante,e estudei num colégio católico!!!portanto o meu interesse pela nossa cultura e pelos nossos antepassados,fascina-me! por isso podes continuar a divagar....

Olá,
mas que mistura explosiva! lol Não no mau sentido , mas sim no construtivo, como é óbvio.
As nossas crenças e/ou o nosso modo de vida, assim como as artes que praticamos, ou não, assentam essencialmente no saber empírico das culturas donde provimos e/ou em que estamos inseridos e também daquelas que por um motivo ou outro admiramos ou estamos intrinsecamente ligados. Portanto com isto digo que tens uma excelente bagagem.

beijinho
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Lifebringer em Ter Abr 03, 2012 1:12 am

Ora aqui está um tópico muito interessante! Por acaso já tinha noção dessa "misclânea de raças" em Portugal mas não a uma dimensão tão grande e detalhada. E realmente como consequência é difícil identificar um "paganismo português" porque realmente nunca o houve, não de uma maneira unificante e única, mas sim várias gerações e regiões de diferentes culturas pagãs.

Pessoalmente acho que isso tem consequências positivas e negativas no "hoje em dia" no que toca ao Paganismo em Portugal. Digo isto após a minha curta experiência aqui na Polónia e ao conhecer algum pessoal pagão aqui. E o paganismo tem uma certa força aqui visto que há uma forte e unificante cultura de Paganismo Eslávico, não só na Polónia como nas redondezas.

O que eu quero dizer com consequências "positivas e negativas" é que realmente no Paganismo em Portugal por um lado há uma certa "falta" (e já vão perceber porque ponho isto entre parentesis) de uma "cultura pagã unificante", um "background cultural" que torne a coisa mais natural e unifique a coisa. Uma ligação natural e cultural ao Paganismo que não só torne mais confortável o "salto" do pagão a esse caminho e mais fácil a compreensão do mesmo. Sem contar com o mais fácil acesso a essa mesma cultura.

Mas por outro lado, a minha experiência com pessoal pagão aqui na Polónia também foi "engraçada" no sentido em que a maior parte (não todos) do pessoal pagão que conheci aqui era bastante diferente do que eu estava habituado, porque estavam ligados ao tradicional Paganismo Eslávico.
(Não entrando em muitos detalhes, é diferente dos tipos de Paganismo a que estamos mais habituados (Celta, Nórdico, etc.) por exemplo no sentido em que é muito ligado aos ancestrais, e esse tema sobrepõe-se mesmo (pelo que entendi) à dimensão mágica e ritualística da crença)

O que eu quero dizer é que se em Portugal há as desvantagens que referi em não haver um "paganismo único português" há também uma vantagem derivada de isso, que é a que é raro o pagão português que não faz pelo menos alguma pesquisa, que não busca o conhecimento pelo menos a um nível básico/geral. Porquê? Porque não tem alternativa! E assim acaba por se tornar mais fácil ganhar certas noções básicas por exemplo pela pesquisa de certas crenças e culturas. Acho interessante ao mudar de país e conhecer pessoal pagão aqui e ali começar a notar nessas pequenas diferenças e "prós e contras" do 'background' cultural de cada país no que toca a Paganismo.


Agora num tópico diferente mas relacionado, no que toca aos celtas, e ainda aqui à Polónia, foi quando estive no concerto de Loreena McKennitt há uma semana atrás e o concerto tinha como tema "os caminhos dos Celtas", e ela durante o concerto referiu o facto de que existiu presença Celta aqui na Polónia, o que eu achei bastante engraçado. Um povo que esteve na Bretanha/Peninsula Ibérica ter presença aqui, numa área "monopolizada" pelos antigos povos Eslávicos, e para além dos Germânicos/Nórdicos.

Outra coisa engraçada em relação a isso veio do facto de que certas celebrações pagãs ainda costumam ser celebradas "pelo povo" aqui, de uma maneira não-cristianizada. Uma delas é o Midsummer (Noc Kupały) e agora vem a parte que achei bastante engraçada: É um festival de fogo e água e costuma ser celebrado no rio (a alusão à água) e a parte do fogo é celebrada... atirando balões a arder para o céu! Tal e qual como no S.João do Norte de Portugal! (proveniente do nosso Midsummer)
Achei bastante interessante que têm exactamente a mesma maneira de celebrar que nós, estando a 2000 kms de distância, enquanto outros povos mais próximos como os Celtas (na Grã-Bretanha e Irlanda) e os Nórdicos e Germânicos não deixaram esse tipo de celebração como legado (corrijam-me se estou errado, ainda sou um pouco labrego nestas coisas Razz ). Achei bastante interessante esse "buraco" na Europa e depois vemos essa celebração a 2000 kms de distância nos povos Eslávicos. Pergunto-me que tipo de contacto os povos terão tido no passado (visto que não me parece que após a cristianização dos povos, os padres tivessem grande interesse em espalhar esse tipo de celebrações).
Por acaso estou a pensar dar um saltinho a Portugal no final de Junho, se não fosse por isso estava lá batido nesse festival.

Anyway, foram só algumas coisas que me ocorreram quando li sobre este (bastante interessante) tema dos povos antigos e as respectivas culturas pagãs. Fascina-me tanto o que se sabe e descobre sobre isso como aquilo que não devemos saber acerca de tudo isso. E acho particularmente engraçado quando me cruzo com curiosidades destas, dá que pensar um pouco.
avatar
Lifebringer
Administrador

Peixes Serpente
Mensagens : 277
Data de inscrição : 12/06/2010
Idade : 28
Localização : Toruń

http://portugalpagao.pt.vu

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Taýr Mirellë em Ter Abr 03, 2012 2:28 pm

Wow White, essa agora também me deixou intrigada, e ao mesmo tempo com vontade de rir xDDDD Ai ai, os mistérios que envolvem uns bebés como os seres humanos xD

Also, tu VISTE LOREENA MCKENNIT AO VIVO????? YOU BASTARD, TAMBÉM QUERIA!!! TT ~ TT

Excelente acréscimo, Nantumaurus =)
avatar
Taýr Mirellë
The Black Panther

Peixes Boi
Mensagens : 485
Data de inscrição : 02/01/2011
Idade : 104
Localização : Lusitânia Lunar

http://nyankoyue.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Seg Abr 09, 2012 7:29 pm

Ainda bem que gostaram!
Quando encontar algo que possa complementar mais o topico faço um novo acrescento.
Lifebringer, gostei bastante da tua análise, seria interessante se podesses e ou quisesses falar mais um pouco aqui no forum sobre o reconstrucionismo eslávo e/ou xamanismo europeu. São realidades com que entrei em contacto há muito pouco tempo, e pelas quais estou muito curioso.
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Lifebringer em Seg Abr 09, 2012 9:17 pm

Epah tenho de confessar que também não sei muito mais que o que disse. Sei que também é uma tradição muito ligada a árvores (tal como a Celta), inclusive também os carvalhos se não estou em erro (not 100% sure). Tenho a impressão que não é gira tanto em torno da magia e do ritual como as que estamos mais habituados a ver, apesar de também os terem (como o exemplo que dei da Noc Kupały).

Para além disso, uma coisa interessante é que ao contrário de outros povos pagãos eles nunca tiveram uma tradição de máscaras e assim no Samhain (que por acaso não sei que nome tinha aqui), precisamente devido à crença deles focar-se tanto no culto dos ancestrais. Ou seja, eles não "assumiam" que os espíritos deambulantes iriam ter más intenções, e acima de tudo, assumiam que se tal acontecesse os ancestrais deles iriam protegê-los. Logo sempre tiveram uma atitude bastante "receptiva" no Samhain ao contrário da mais comum que envolvia bastante o conceito de protecção também.

Tal como nós e os países britânicos também dá pra notar aqui alguns aspectos do passado pagão nas festividades cristianizadas, e um exemplo que adorei onde se nota bastante bem é por volta de dia 30 de Novembro, o Andrzejki, dia de Santo André.
Basicamente esse dia é acima de tudo dedicado à premonição e técnicas de divinação.
O pessoal reune-se em casa de alguém e usam várias técnicas de divinação, algumas dedicadas a casais, outras "simples" técnicas de divinação. Tive a sorte de ter participado num desses dias e aqui está um pormenor que eu adoro, é que tal como no caso da Noc Kupały pessoal completamente "normal" sem qualquer ligação ao paganismo celebra essas tradições e junta-se nessas práticas. Eu por exemplo, no Andrzejki estive em casa de uma rapariga Crista e bastante Cristã. Tal como acontece na Irlanda (mas não a uma magnitude tão grande claro) mesmo o povo comum e sem ligação ao paganismo tem bastante gosto nessas tradições.

E então nesse dia há várias práticas de divinação, sendo a minha preferida (e a mais "popular" acho) a de pegar em cera de uma vela e derretê-la e posteriormente deitá-la numa tigela com água através do buraco de uma chave (ou seja, a cera passa toda pelo "buraquinho" da chave e cai na água). Depois de estar na água solidifica obviamente, e aí tira-se da água, e a pessoa segura o pedaço de sera, iluminado por uma fonte de luz com a parede do lado oposto. A forma da sombra que o pedaço de era fizer é que vai ditar sobre o futuro da pessoa. Obviamente o pedaço de cera pode dar origem a mais que uma forma, dependendo de como estiver virado. Grande parte do pessoal teve mais que um resultado diferente e bastante claro até.

Algumas imagens pra exemplo:


Finalmente, voltando à Noc Kupały uma coisa interessante que notei que pode também estar relacionado com as nossas celebrações de Midsummer:
Primeiro, há também a tradição de saltar sobre uma fogueira. Não sei o quão popular isso é em Portugal, mas por acaso a minha família costumava ter essa tradição no dia de S.João. No caso da Noc Kupały por exemplo, os casais devem saltar sobre a fogueira de mãos dadas e se não conseguirem é sinal de possível separação do casal.
Para além disso, alguém me sabe dizer qual é a razão por trás das marteladas do S.João? Visto que encontrei uma quote interessante sobre a Noc Kupały que pode indicar mais uma semelhança entre a nossa celebração desse dia e a deles aqui:

The holiday is still enthusiastically celebrated by the younger people of the Eastern Europe. The night preceding the holiday (Tvorila night) is considered the night for "good humour" mischiefs (which sometimes would raise concerns of law enforcement agencies). On Ivan Kupala day itself, children are engaged in water fights and perform pranks mostly involving pouring water over someone.

Sei também que eles para além de terem o seu próprio panteão de deuses (obviamente) têm também outras "entidades menores" que não sendo deuses são também criaturas importantes na crença local (um pouco como "Elementals" mas não estando restringidos aos 4 elementos), por vezes benévolos, outras vezes nem tanto, que foram interpretados como demónios aquando da cristianização. (ex: http://en.wikipedia.org/wiki/Leshy)

Têm também para além dessas entidades criaturas mitológicas que por vezes têm também paralelismos com as de outros cultos pagãos (ex: http://en.wikipedia.org/wiki/Alkonost).

Isso e o que referi no post anterior é basicamente tudo o que consegui apanhar do Paganismo Eslavo até agora por estes lados, mas estou também bastante curioso em saber mais. Adorava ir a festivais pagãos tanto como a Noc Kupały, como também festivais mesmo organizados por pequenos grupos pagãos, semelhantes a "covens", que também acontece aqui por estes lados.
avatar
Lifebringer
Administrador

Peixes Serpente
Mensagens : 277
Data de inscrição : 12/06/2010
Idade : 28
Localização : Toruń

http://portugalpagao.pt.vu

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Morrigan em Seg Abr 09, 2012 9:26 pm

Life, as marteladas de S.João estão relacionadas com o martelo de Thor pois os vikings desembarcaram na zona de Vila do Conde e do Porto e parte desta tradição do Midsummer deve ter ficado cá. Sei que no norte da Europa existe uma tradição parecida que envolve martelos do dia de S.João mas não para bater nas pessoas... Laughing

_________________
[
avatar
Morrigan
Cecidit munitus

Câncer Coelho
Mensagens : 673
Data de inscrição : 16/05/2011
Idade : 29
Localização : Porto

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Lifebringer em Seg Abr 09, 2012 9:52 pm

Hmm interessante, obrigado pelo esclarecimento. Nesse caso não estará relacionado com as "travessuras" da Noc Kupały então.

(Agora depois disto não consigo deixar de imaginar um viking a desembarcar e gritar: "Vamos matar uns quantos de vocês, pilhar as vilas todas, e violar as vossas mulheres... olhem e já agora, no Solstício de Verão... dar marteladas no pessoal é que é brutal! Ok pessoal... à cargaaaaa!!!)
avatar
Lifebringer
Administrador

Peixes Serpente
Mensagens : 277
Data de inscrição : 12/06/2010
Idade : 28
Localização : Toruń

http://portugalpagao.pt.vu

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Morrigan em Ter Abr 10, 2012 9:59 am

Talvez eles fossem um pouco impetuosos,vá,mas eles também se estabeleceram cá e até faziam trocas com os povos existentes. Existe uma aldeia de pescadores em Vila do Conde, onde a consaguinidade e os casamentos entre parentes próximos é comum , onde quase todos são ruivos ou muito loiros, e com olhos verdes, e já se fez análise genética e yep, são descendentes de vikings... Very Happy Também não digo que não batam mal todos da cabeça por serem todos relacionados entre si e primos casarem-se com primos direitos e assim, mas é sempre fofinho.

_________________
[
avatar
Morrigan
Cecidit munitus

Câncer Coelho
Mensagens : 673
Data de inscrição : 16/05/2011
Idade : 29
Localização : Porto

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Lifebringer em Ter Abr 10, 2012 12:21 pm

Olha por acaso confesso que não sabia que os vikings chegaram a "estabelecer-se" cá em casos. Pensava que em Portugal limitavam-se a saquear tudo, matar, violar as mulheres e ir embora (tipo 'viking raid' cliché). Não sabia que chegaram a ter interacções "mais civilizadas" connosco Razz pensava que isso era só para os lados da Europa central e assim. Mas deve ser bastante badass vir dessa aldeia, "olha que eu sou descendente de vikings pá!"
avatar
Lifebringer
Administrador

Peixes Serpente
Mensagens : 277
Data de inscrição : 12/06/2010
Idade : 28
Localização : Toruń

http://portugalpagao.pt.vu

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Morrigan em Ter Abr 10, 2012 1:45 pm

Yep, muitos deles como tinham trocas comerciais tão intensas na Póvoa de Varzim, estabeleceram-se cá como comerciantes... Smile

_________________
[
avatar
Morrigan
Cecidit munitus

Câncer Coelho
Mensagens : 673
Data de inscrição : 16/05/2011
Idade : 29
Localização : Porto

Voltar ao Topo Ir em baixo

História de Ataegina e Endovélico

Mensagem por Nantumaurus em Dom Jul 22, 2012 3:35 pm

No Equinócio de Outono, celebra-se o ritual que representa a descida de Atégina ao Submundo. Segundo o que nos conta a tradição, Atégina desce ao Submundo, em busca de Seu Amado Endovélico, que havia sido morto por um grande javali (que simboliza as Forças da Destruição, que desfazem a forma para que a essência possa renascer). Atégina desce e encontra-se com seu amado, agora Senhor do Mundo dos Mortos: Enobólico, o Muito Negro. Ela, que é a força que a tudo vivifica, ao mergulhar nas trevas da Morte, abandona o Mundo dos Vivos à escuridão e ao fenecimento de tudo o que antes era verde e florido. É necessário mergulhar nas escuras profundezas para se encontrar o amor verdadeiro, que é a Vida em seu ápice de realização e razão de ser.
A imagem da Deusa fica sobre o altar nos meses claros do ano, mas no Equinócio de Outono, ritualiza-se a descida de Atégina, guardando com segurança a imagem da Deusa, junto com a imagem de Endovélico, que é também guardada na véspera, quando se ritualiza a morte e descida do Deus ao Submundo, pela força do Javali Negro. Os ícones dos Deuses ficam guardados no sacrário durante os meses escuros e só são retirados seis meses depois, no Equinócio de Primavera, a Festa do Desabrochar da Vida.


Sempre que Atégina desce, confio à Deusa e Senhora Nossa as sementes de meus sonhos. Pois Atégina é, então, a própria Semente: que em busca de florescer novamente em Amor e Beleza, junto a Seu Amado, se enterra no Ventre Sepulcral da Terra Mãe. A semente, debaixo da terra, será roçada pelas Forças de Destruição do Submundo, que farão a casca da semente se putrefazer. Nesse processo, ela passará por dor e medo, numa verdadeira alquimia, no Caldeirão da terra, vermes e humidade do Ventre da Velha Dana. E deste caos germinal, surgirá o broto verde que se elevará, em busca do Sol: Endovélico (o que floresce), que aí sim, terá voltado a brilhar sobre a superfície. O broto crescerá, recebendo os beijos cálidos de Endovélico. O botão logo se mostrará por entre as folhagens, e eis que, no tempo certo, florescerá, e a Deusa, assim, retornará aos seus filhos, a Renascida, a Flor plena de Vida, Alegria, Beleza e Amor, Atégina!
E junto com a Deusa, florescerão os sonhos que este filho devoto lhe confiou, e que junto com Ela, festejará a realização de cada um deles, assim como também aprenderá com Ela sobre a não realização daqueles que não vingarem, pois Atégina é Senhora da Terra, da Lua e do Submundo, Deusa Tripla que reina sobre todos os Mundos, e que conhece o que vai nas profundezas subterrâneas de nosso inconsciente, no íntimo de nossa alma, e Sabedora disso, concederá sempre os frutos apropriados para a nossa colheita.

Fonte: http://portugalparanormal.com/index.php?topic=10852.5;wap2
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Stainless88 em Sab Ago 04, 2012 5:04 pm

Nantumaurus
Por causa deste teu post aconteceu-me uma coisa interessante. Comecei a escrever outra vez. O primeiro post que fizeste inspirou-me para acreditar que consigo fazer uma pequena historia inspirada nos antigos povos.
Mas eu sei que para além de falta de técnica também me falta coerencia
, e por isso cheguei a um ponto em que não posso ignorar que em falta informação, informação essa que nao posso encontrar na internet. Se me pudesses dar mais alguma informação sobre os dragani por exemplo seria óptimo.

Se por acaso te interessar veres o pouco que consegui até agora

shortlongstories88.blogspot.com

Obrigada desde já Smile
avatar
Stainless88

Áries Galo
Mensagens : 27
Data de inscrição : 11/02/2012
Idade : 24
Localização : Sintra

http://www.facebook.com/tantunesleitao

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Sab Ago 04, 2012 9:09 pm

Stainless88 escreveu:Nantumaurus
Por causa deste teu post aconteceu-me uma coisa interessante. Comecei a escrever outra vez. O primeiro post que fizeste inspirou-me para acreditar que consigo fazer uma pequena historia inspirada nos antigos povos.
Mas eu sei que para além de falta de técnica também me falta coerencia
, e por isso cheguei a um ponto em que não posso ignorar que em falta informação, informação essa que nao posso encontrar na internet. Se me pudesses dar mais alguma informação sobre os dragani por exemplo seria óptimo.

Se por acaso te interessar veres o pouco que consegui até agora

shortlongstories88.blogspot.com

Obrigada desde já Smile

Huao! Uma escritora que se interessa pelos dragani! Shocked
Devemos ser muito poucos! Cool
Infelismente também tenho muito pouco material, mas em breve deixo-te aqui ficar o titulo de uma obra que diz mais do que aquilo que existe na net, não mais de que um paragrafo ou dois segundo me recordo,agora não me lembro é em qual livro está.
Se queres escrever sobre eles e/ou os ofis, vais ter que intuir muito, se os lusitanos já se perdem nas brumas da memoria imagina as serpentes. Acredito que se devem ter miscigenado com alguns clãs lusitanos, assim como com outros povos e/ou tribos. No entanto, a alma do nosso povo também tem o seu cunho. A questão está é em saber qual ou o que é!


_______________________________

Gostei muito do que li Tânia!
Sugiro-te que ganhes brio pelo teu trabalho e que corrigas os ortugas! Põem os textos no word e tá feito! Wink
Lê mais, muito mais! Estás no bom caminho mas se usases palavras e expressões mais sofisticadas, por assim dizer, ias mais longe! Há-des me dizer onde foste buscar os nomes das cidades e dos povos, iventáste?
E já agora sugiro-te que leias este livrinho, é pequenito e baratinho, mas bastante util!
Introdução à escrita criativa de João de Mancelos - Edições Colibri


Última edição por Sosai Wakasaki em Dom Ago 05, 2012 1:14 am, editado 1 vez(es) (Razão : Double Post...)
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Whillow em Dom Ago 05, 2012 7:47 pm

Tópico excelente, muito interessante mesmo! Smile
avatar
Whillow

Câncer Dragão
Mensagens : 34
Data de inscrição : 05/08/2012
Idade : 28
Localização : Porto

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Stainless88 em Seg Ago 06, 2012 6:42 pm

Nantumaurus escreveu:
Stainless88 escreveu:Nantumaurus
Por causa deste teu post aconteceu-me uma coisa interessante. Comecei a escrever outra vez. O primeiro post que fizeste inspirou-me para acreditar que consigo fazer uma pequena historia inspirada nos antigos povos.
Mas eu sei que para além de falta de técnica também me falta coerencia
, e por isso cheguei a um ponto em que não posso ignorar que em falta informação, informação essa que nao posso encontrar na internet. Se me pudesses dar mais alguma informação sobre os dragani por exemplo seria óptimo.

Se por acaso te interessar veres o pouco que consegui até agora

shortlongstories88.blogspot.com

Obrigada desde já Smile

Huao! Uma escritora que se interessa pelos dragani! Shocked
Devemos ser muito poucos! Cool
Infelismente também tenho muito pouco material, mas em breve deixo-te aqui ficar o titulo de uma obra que diz mais do que aquilo que existe na net, não mais de que um paragrafo ou dois segundo me recordo,agora não me lembro é em qual livro está.
Se queres escrever sobre eles e/ou os ofis, vais ter que intuir muito, se os lusitanos já se perdem nas brumas da memoria imagina as serpentes. Acredito que se devem ter miscigenado com alguns clãs lusitanos, assim como com outros povos e/ou tribos. No entanto, a alma do nosso povo também tem o seu cunho. A questão está é em saber qual ou o que é!


_______________________________

Gostei muito do que li Tânia!
Sugiro-te que ganhes brio pelo teu trabalho e que corrigas os ortugas! Põem os textos no word e tá feito! Wink
Lê mais, muito mais! Estás no bom caminho mas se usases palavras e expressões mais sofisticadas, por assim dizer, ias mais longe! Há-des me dizer onde foste buscar os nomes das cidades e dos povos, iventáste?
E já agora sugiro-te que leias este livrinho, é pequenito e baratinho, mas bastante util!
Introdução à escrita criativa de João de Mancelos - Edições Colibri

Vou ler sim, já me disseram que tem andado muito confuso, e nada como eu costumo fazer. Parece que tenho ficado chateada por a história não estar a tomar o caminho que eu quero. Não consigo ler mais, toda a minha vida li mas ultimamente tem ficado mais dispendioso, eu posso ler o mesmo livro quatro ou cinco vezes que ele só me dura um mês.
Tenho muita, mas muita falta de técnica.
Vou tentar rescrever e mudar as partes mais... rudes.
Não inventei os nomes dos povos só da cidade, Palos. Não sei porquê ficou-me na memória.
Os nomes das personagens também foram todos pensados, são nomes que deram origem a outros nomes.
Fiquei demasiado entusiasmada com a ideia e deixei as coisas passarem por mim sem serem pensadas. Dei bastante importância aos pormenores, mas a nada mais.
Muito obrigada pela ajuda, significa muito.
avatar
Stainless88

Áries Galo
Mensagens : 27
Data de inscrição : 11/02/2012
Idade : 24
Localização : Sintra

http://www.facebook.com/tantunesleitao

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Nantumaurus em Qua Ago 08, 2012 7:31 am

Faz como eu, inscrevete numa biblioteca pública. Assim enquanto não compras o livro que tens em mente sempre vais lendo outros. Olha que aqui na minha zona não demora um ano para que os livros que procuro apareçam por lá, isto depois de serem editados é claro. Tal é também muito util para pesquisar, como tu bem sabes nem tudo vem na net!
Adorei os nomes que destes às tuas personagens, assim como o de Palos!
A pouca informação que tenho sobre estes povos encontra-se aqui:
http://lusitaniaecastrum.blogspot.pt/2012/03/ophiussa-terra-das-serpentes.html

A respeito dos dois paragrafos do tal livro que não sabia qual era, já o descobri e tive a relê-los, não acrescentam rigorosamente nada ao pouco que se consegue na net, nem sequer aborda os dragani, apenas os ofi.
avatar
Nantumaurus

Aquário Cavalo
Mensagens : 90
Data de inscrição : 15/03/2012
Idade : 39
Localização : Ophiussa

http://lusitaniaecastrum.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Povos, hispânicos ocidentais, pré-romanos e os seus Deuses

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum