Sagrado Feminino

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Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Qua Ago 24, 2011 10:58 pm

Encontrei aqui um tópico sobre Deuses e Deusas, e lembrei-me que seria bom acrescentar uma temática mais específica.
Vou disponibilizar informação que se encontra na internet e a que facilmente se tem acesso, mas ainda assim acho útil que seja aqui compilada. Penso que não traga problemas.
Podem comentar à vontade e até mesmo deixar outros links ou artigos que considerem importantes. Espero que vos seja útil.

Aqui vai o primeiro artigo então:


"O Resgate de Nosso Self - A Mulher Selvagem

“A Mulher Selvagem nos abraçará enquanto estivermos chorando. Ela é o Self instintivo. Ela consegue suportar nossos gritos, nossos uivos, nosso desejo de morrer sem morrer. Ela sabe aplicar os melhores remédios nos piores lugares. Ela ficará sussurrando e murmurando aos nossos ouvidos. Ela sentirá dor pela nossa dor. Ela a suportará. Não fugirá. Embora haja inúmeras cicatrizes, é bom lembrar que, em termos de resistência à tração e à capacidade de absorver a pressão, uma cicatriz é mais forte do que a pele.”
Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés

O homem moderno perdeu contato com sua vida instintiva. Heidegger, bem disse: "Esquecemos que esquecemos do Ser e da totalidade." Esquecemos que a cultura humana é parte de um processo muitíssimo mais antigo do que nós mesmos. Os deuses arquetípicos devem ser invocados para habilitar a humanidade a "sentir diferentemente" sobre o mundo e uma grande mudança na atitude cultural deve ser efetuada, incluindo uma dramática mudança de atitude, a respeito do relacionamento da humanidade com seus pares, com o ambiente e o mundo físico. A vida espiritual e o mundo foram esvaziados do verdadeiro significado religioso; o ser humano precisa refazer a experiência de re-ligação para recuperar suas raízes arquetípicas e experimentar sua identidade com a vida e com o Todo.

Quando o feminino está ausente ou reprimido, em seu lugar surgem as teorias que “explicam” a vida de forma muito sintética e mecânica e a falta de contato com a dimensão instintiva e emocional pode conduzir a atos desumanos e destrutivos.

O grande poder do mito é sua habilidade para mobilizar ações humanas e impulsionar respostas coletivas. Assim, o desafio do feminino é fazer ouvir a sua voz interior, reivindicar seus talentos e dons, despertando o mundo. Leonardo Boff diz que o feminino "expressa a dimensão de ternura, cuidado, auto-aceitação, misericórdia, sensibilidade face ao mistério da vida e de Deus, cultivo da interioridade que existe e deve existir em toda existência humana que alcança um nível mínimo de maturidade.”

Assim, o feminino deve despertar o mundo para transformá-lo através de um caminho individual e, por conseguinte uma mudança interpessoal e uma evolução sócio-cultural, em uma jornada onde não estamos sós, onde os deuses já trilharam antes de nós. Como Campbell nos aponta: ”O labirinto é conhecido em toda a sua extensão. Temos que seguir a trilha do herói e lá, onde temíamos encontrar algo abominável, encontraremos um deus. E lá, onde esperávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ao centro da nossa própria existência. E lá, onde pensávamos estar só, estaremos em companhia do mundo todo”.

A urgência da consciência do feminino

"(...)Buscamos movimentos de consciência. A energia feminina portadora da magia e da intuição concordou em abdicar dessas qualidades, energia feminina significando não apenas os seres fisicamente femininos, mas a consciência feminina.

O movimento patriarcal nos últimos cinco mil anos afastou-se completamente do processo do nascimento para poder dedicar-se ao desenvolvimento de armas e ao contínuo aniquilamento dos seres humanos. As mulheres estão com um “nó na garganta” porque concordaram, há quatro ou cinco mil anos, manter silêncio acerca da magia e da intuição que representavam e conheciam como parte da chama gêmea. A chama gêmea consiste na energia masculina e feminina coexistindo num só corpo, quer seja ele fisicamente masculino ou feminino.

Durante este período de mudança será necessário que as mulheres desatem o “nó da garganta” e se permitam falar. Chegou a hora."
Mensageiros do Amanhecer, Bárbara Marciniak, Editora Ground, São Paulo, 1992

Acredito que a Nova Consciência só é possível com a integração dos dois pólos, feminino e masculino, e pelo esforço e total sinceridade da pessoa humana consigo mesma face às exigências de uma Nova Era e a um Novo Paradigma, o que implica uma verdadeira alquimia do ser. Devemos perceber que falta ao mundo a consciência do feminino e para isso é necessário iniciar-se este processo respeitando a mulher como expressão desse princípio e formar sociedades igualitárias em que não haja um dos pilares superior ou inferior ao outro. Porque esse desnível existiu desde o princípio da história dos homens sem que em momento algum se solucionasse o problema de base é que a sociedade humana está num caos!

Falta o Feminino ao homem e à mulher, para a mulher ser ela própria. Uma mulher que não aceite mais ser dividida em duas nem comprada ou vendida como mercadoria! Dessa Nova Consciência vem o amor e a paz que começam no respeito autêntico pelos outros. Um mundo que nunca respeitou a mulher e a mãe como iguais e sempre aceitou e promoveu a prostituição e nenhum sistema ou religião lhe deu verdadeiramente o lugar que lhe pertence, nem lhe devolveu a integridade perdida desde que a Grande Deusa foi destronada e as mulheres feitas escravas ou domésticas, esse mundo e as sociedades só podem estar podres porque não pode haver democracia nem Paz sem o respeito absoluto pela Terra que nos dá de comer tanto como pela Mãe que nos dá a luz... e nos dá amor! Ou pela mulher que nos vê “ressuscitar” depois de morrermos...

A democracia está podre, como dizia José Saramago, como um “cadáver coberto por um pano negro” para ninguém ver, mas o seu cheiro pestilento atravessa os continentes... As armas e as guerras, a fome e a miséria, todos os desequilíbrios, sem que haja qualquer justiça nem verdade, pois não pode haver verdade nem justiça numa guerra, mas apenas a lei do mais forte a imperar, a ordem negra do caos a avassalar o mundo... e a sua matriz de controle.

Nesta sociedade o homem nunca deixará de ser apenas um animal enquanto tratar a mulher como uma besta de carga ou um instrumento de prazer. Seja em que parte do mundo for. O homem, ao longo dos séculos, aparentemente lutou pela igualdade e liberdade do homem, mas esqueceu-se sempre da mulher, embora a fizesse representar em imagens essas qualidades!

Só haverá uma verdadeira democracia neste mundo quando a mulher estiver em absoluta paridade com o homem e os dois princípios que fazem a ordem do universo em equilíbrio total. Quando o homem e a mulher não forem apenas o macho e a fêmea e um dominar o outro como qualquer outro animal, mas seres integrados e universais vivendo essa união em si, entre si e entre o céu e a terra. Entre a “Deusa Mãe” e o “Deus Pai...” "

O Resgate do Sagrado Feminino- A Mulher Selvagem
por CIRANDDA DA LUA - ciranddadalua@yahoo.com.br

Soraya Ferreira Mariani
Quer saber mais?
Terapia do Resgate do Feminino Essencial
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Última edição por Queen em Sex Ago 26, 2011 12:32 am, editado 1 vez(es)
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Qua Ago 24, 2011 11:06 pm

Este próximo excerto é de um livro que recomendo vivamente a quem se interessa pelo tema do feminino. O título é "Mulheres que correm com lobos" da autora que aqui passo a citar. Como puderam reparar é citada no artigo acima.

O arquétipo da Mulher Selvagem - Clarissa Pinkola Estés

"O arquétipo da Mulher Selvagem pode ser expresso em outros termos igualmente apropriados. Pode-se chamar essa poderosa natureza psicológica de natureza instintiva, mas a Mulher Selvagem é a força que está por trás dela. Pode-se chamá-la de psique natural, mas também o arquétipo da Mulher Selvagem se encontra por trás dela. Pode-se chamá-la de natureza básica e inata das mulheres.
Pode-se chamá-la de natureza intrínseca, inerente às mulheres. Na poesia, ela poderia ser chamada de "Outra", "sete oceanos do universo", "bosques distantes" ou "A amiga". Na psicanálise, e a partir de perspectivas diversas, ela seria chamada de id, de Self, de natureza medial. Na biologia, ela seria chamada de natureza típica ou fundamental.
No entanto, por ser tácita, presciente e visceral, entre as cantadoras ela é conhecida como a natureza sábia ou conhecedora. Ela é às vezes chamada de "mulher que mora no final do tempo" ou de "mulher que mora no fim do mundo". E essa criatura é sempre uma megera-criadora, uma deusa da morte, uma virgem decaída ou qualquer uma de uma série de outras personificações. Ela é amiga e mãe de todas as que se perderam, de todas as que precisam aprender, de todas as que têm um enigma para resolver, de todas as que estão lá fora na floresta ou no deserto, vagando e procurando.
Na realidade, no inconsciente psicóide ? a camada da qual a Mulher Selvagem emana? A Mulher Selvagem não tem nome, por ser tão vasta. Contudo, como ela cria todas as facetas importantes da feminilidade, aqui na terra recebe muitos nomes, não só para permitir que se examine a infinidade de aspectos da sua natureza mas também para que as pessoas se agarrem a ela. Como no início da restauração do nosso relacionamento com ela, a mulher selvagem pode se dissolver em fumaça a qualquer instante; ao lhe darmos um nome, estamos criando para ela um espaço de pensamento e sentimento dentro de nós. Assim, ela virá, e se for valorizada, permanecerá. Portanto, em espanhol ela poderia ser chamada de Rio Abajo Rio, o rio por baixo do rio; La Mujer Grande, a mulher grande; Luz dei abyss, luz do abismo. No México, ela é La Loba, a loba, e La Huesera, a mulher dos ossos. Em húngaro, ela é chamada de Ö, Erdöben, Aquela dos Bosques, e Rozsomák, o carcaju. No idioma navajo, ela é Na'ashjé'ii Asdzáá, a Mulher Aranha, que tece o destino dos humanos e dos animais, das plantas e das rochas. Na Guatemala, entre muitos outros nomes, ela é Humana dei Niebla, o Ser de Névoa, a mulher que vive desde sempre. Em japonês, ela é Amaterasu Omikami, a Força Espiritual, que gera toda a luz, toda a consciência.
No Tibete, ela é chamada de Dakini a força da dança que produz a clarividência dentro das mulheres. A lista continua. E ela continua.
A compreensão dessa natureza da Mulher Selvagem não é uma religião, mas uma prática. Trata-se de uma psicologia em seu sentido mais verdadeiro: psukhe/psych, alma; ology ou logos, um conhecimento da alma. Sem ela, as mulheres não têm ouvidos para ouvir o discurso da sua alma ou para registrar a melodia dos seus próprios ritmos interiores. Sem ela, a visão íntima das mulheres é impedida pela sombra de uma mão, e grande parte dos seus dias é passada num tédio paralisante ou então em pensamentos ilusórios. Sem ela, as mulheres perdem a segurança do apoio da sua alma. Sem ela, elas se esquecem do motivo pelo qual estão aqui; agarram-se às coisas quando seria melhor afastarem-se delas. Sem ela, elas exigem demais, de menos ou nada. Sem ela, elas se calam quando de fato estão ardendo. A Mulher Selvagem é seu instrumento regulador, seu coração, da mesma forma que o coração humano regula o corpo físico.
Quando perdemos contato com a psique instintiva, vivemos num estado de destruição parcial, e as imagens e poderes que são naturais à mulher não têm condições de pleno desenvolvimento. Quando são cortados os vínculos de uma mulher com sua fonte de origem, ela fica esterilizada, e seus instintos e ciclos naturais são perdidos, em virtude de uma subordinação à cultura, ao intelecto ou ao ego dela própria ou de outros. A Mulher Selvagem é a saúde para todas as mulheres. Sem ela, a psicologia feminina não faz sentido. Essa mulher não-domesticada é o protótipo de mulher... não importa a cultura, a época, a política, ela é sempre a mesma. Seus ciclos mudam, suas representações simbólicas mudam, mas na sua essência ela não muda. Ela é o que é; e é um ser inteiro.
Ela abre canais através das mulheres. Se elas estiverem reprimidas, ela luta para erguê-las. Se elas forem livres, ela é livre. Felizmente, por mais que seja humilhada, ela sempre volta à posição natural. Por mais que seja proibida, silenciada, podada, enfraquecida, torturada, rotulada de perigosa, louca e de outros depreciativos, ela volta à superfície nas mulheres, de tal forma que mesmo a mulher mais tranqüila, mais contida, guarda um canto secreto para a Mulher Selvagem.
Mesmo a mulher mais reprimida tem uma vida secreta, com pensamentos e sentimentos ocultos que são exuberantes e selvagens, ou seja, naturais. Mesmo a mulher presa com a máxima segurança reserva um lugar para o seu self selvagem, pois ela intuitivamente sabe que um dia haverá uma saída, uma abertura, uma oportunidade, e ela poderá escapar.
Creio que todos os homens e mulheres nascem com talentos. No entanto, a verdade é que houve pouca descrição dos hábitos e das vidas psicológicas de mulheres talentosas, criativas, brilhantes. Muito foi escrito, porém, a respeito das fraquezas e defeitos dos seres humanos em geral e das mulheres em particular. No caso do arquétipo da Mulher Selvagem, para vislumbrá-la, captá-la e utilizar o que ela oferece, precisamos nos interessar mais pêlos pensamentos, sentimentos e esforços que fortalecem as mulheres e computar corretamente os fatores íntimos e culturais que as debilitam.
Em geral, quando compreendemos a natureza selvagem como um ser autônomo, que anima e dá forma à vida mais profunda de uma mulher, podemos começar a nos desenvolver de um modo jamais considerado possível. Uma psicologia que ignore esse ser espiritual inato, central à psicologia feminina, trai as mulheres, suas filhas, netas e todas as suas descendentes futuras.
Portanto, para que se aplique um bom medicamento às partes feridas da psique selvagem, para que se corrija o relacionamento com a Mulher Selvagem, será necessário classificar corretamente os distúrbios da psique. Embora na minha profissão clínica disponhamos de um bom manual estatístico e diagnóstico e de um considerável volume de diagnósticos diferenciais, bem como de parâmetros psicanalíticos que definem a psicopatia através da organização (ou da falta da mesma) na psique objetiva e no eixo ego-self, existem ainda outros comportamentos e sentimentos típicos que, a partir do sistema de coordenadas da mulher, descrevem com impacto qual é o problema.
Quais os sintomas associados aos sentimentos de um relacionamento interrompido com a força selvagem da psique? Sentir, pensar ou agir segundo qualquer um dos seguintes exemplos representa ter um relacionamento parcialmente prejudicado ou inteiramente perdido com a psique instintiva profunda. Usando-se exclusivamente a linguagem das mulheres, trata-se de sensações de extraordinária aridez, fadiga, fragilidade, depressão, confusão, de estar amordaçada, calada à força, desestimulada. Sentir-se assustada, deficiente ou fraca, sem inspiração, sem ânimo, sem expressão, sem significado, envergonhada, com uma fúria crônica, instável, amarrada, sem criatividade, reprimida, transtornada. Sentir-se impotente, insegura, hesitante, bloqueada, incapaz de realizações, entregando a própria criatividade para os outros, escolhendo parceiros, empregos ou amizades que lhe esgotam a energia, sofrendo por viver em desacordo com os próprios ciclos, superprotetora de si mesma, inerte, inconstante, vacilante, incapaz de regular a própria marcha ou de fixar limites.
Não conseguir insistir no seu próprio andamento, preocupar-se em demasia com a opinião alheia, afastar-se do seu Deus ou dos seus deuses, isolar-se da sua própria revitalização, deixar-se envolver exageradamente na domesticidade, no intelectualismo, no trabalho ou na inércia, porque é esse o lugar mais seguro para quem perdeu os próprios instintos.
Recear aventurar-se ou revelar-se, temer procurar um mentor, mãe, pai, temer exibir a própria obra antes que esteja perfeita, temer iniciar uma viagem, recear gostar de alguém ou dos outros, ter medo de não conseguir parar, de se esgotar, de se exaurir, curvar-se diante da autoridade, perder a energia diante de projetos criativos, encolher-se, humilhar-se, ter angústia, entorpecimento, ansiedade. Ter medo de revidar quando não resta outra coisa a fazer, medo de experimentar o novo, medo de enfrentar, de exprimir sua opinião, de criticar qualquer coisa, de sentir náuseas, aflição, acidez, de sentir-se partida ao meio, estrangulada, conciliadora e gentil com extrema facilidade, de ter sentimentos de vingança.
Ter medo de parar, ter medo de agir, contar até três repetidamente sem conseguir começar, ter complexo de superioridade, ambivalência e, no entanto, não fosse por isso, ser plenamente capaz, em perfeito funcionamento. Essas rupturas são uma doença não de uma era, nem de um século, mas transformam-se em epidemia a qualquer hora e em qualquer lugar onde as mulheres se vejam aprisionadas, sempre que a natureza selvática tiver caído na armadilha.
Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo; robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa, leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral. Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em extase, tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função criadora da psique fertilizar a aridez.
De que maneira a Mulher Selvagem afeta as mulheres? Tendo a Mulher Selvagem como aliada, como líder, modelo, mestra, passamos a ver, não com dois olhos, mas com a intuição, que dispõe de muitos olhos. Quando afirmamos a intuição, somos, portanto, como a noite estrelada: fitamos o mundo com milhares de olhos.
A Mulher Selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber. Ela dispõe do remédio para todos os males. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto o destino.
Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar o oeste para o leste, agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana. Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade.
Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo, falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos, descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de consciência possível.
O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher.
E então, o que é a Mulher Selvagem? Do ponto de vista da psicologia arquetípica, bem como pela tradição das contadoras de histórias, ela é a alma feminina. No entanto, ela é mais do que isso. Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo, tanto do mundo visível quanto do oculto ? ela é a base. Cada uma de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para a nossa vida. Ela é a força da vida-morte-vida; é a incubadora. É a intuição, a vidência, é a que escuta com atenção e tem o coração leal. Ela estimula os humanos a continuarem a ser multilíngües: fluentes no linguajar dos sonhos, da paixão, da poesia. Ela sussurra em sonhos noturnos; ela deixa em seu rastro no terreno da alma da mulher um pêlo grosseiro e pegadas lamacentas. Esses sinais enchem as mulheres de vontade de encontrá-la, libertá-la e amá-la.
Ela é idéias, sentimentos, impulsos e recordações. Ela ficou perdida e esquecida por muito, muito tempo. Ela é a fonte, a luz, a noite, a treva e o amanhecer.
Ela é o cheiro da lama boa e a perna traseira da raposa. Os pássaros que nos contam segredos pertencem a ela. Ela é a voz que diz, "Por aqui, aqui". Ela é quem se enfurece diante da injustiça. Ela e a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos. É à procura dela que saímos de casa. É à procura dela que voltamos para casa. Ela é a raiz estrumada de todas as mulheres. Ela é tudo que nos mantém vivas quando achamos que chegamos ao fim. Ela é a geradora de acordos e idéias pequenas e incipientes. Ela é a mente que nos concebe; nós somos os seus Pensamentos.
Onde ela está presente? Onde se pode senti-la? Onde se pode encontrá-la? Ela caminha pelos desertos, bosques, oceanos, cidades, nos subúrbios e nos castelos. Ela vive entre rainhas, entre camponesas, na sala de reuniões, na fábrica, no presídio, na montanha da solidão. Ela vive no gueto, na universidade e nas ruas. Ela deixa pegadas para que possamos medir nosso tamanho. Ela deixa pegadas onde quer que haja uma única mulher que seja solo fértil.
Onde vive a Mulher Selvagem? No fundo do poço, nas nascentes, no éter do início dos tempos. Ela está na lágrima e no oceano. Está no câmbio das árvores, que zune à medida que cresce. Ela vem do futuro e do início dos tempos. Vive no passado e é evocada por nós. Vive no presente e tem um lugar à nossa mesa, fica atrás de nós numa fila e segue à nossa frente quando dirigimos na estrada. Ela vive no futuro e volta no tempo para nos encontrar agora.
Ela vive no verde que surge através da neve; nos caules farfalhantes do milho seco do outono; ali onde os mortos vêm ser beijados e para onde os vivos dirigem suas preces. Ela vive no lugar onde é criada a linguagem. Ela vive da poesia, da percussão e do canto. Vive de semínimas e apojaturas, numa cantata, numa sextina e nos blues. Ela é o momento imediatamente anterior àquele em que somos tomadas pela inspiração. Ela vive num local distante que abre caminho até o nosso mundo.As pessoas podem pedir evidências, uma comprovação da existência da Mulher Selvagem. No fundo, estão pedindo provas da existência da psique. Já que somos a psique, somos também a prova. Cada uma e todas nós comprovamos não só a existência da Mulher Selvagem, mas também a sua condição em termos coletivos.
Somos a prova do inefável numen feminino. Nossa existência é paralela à dela. Nossas experiências internas e externas com ela são essas provas. Nossos milhares e milhões de encontros intrapsíquicos com ela, em nossos sonhos noturnos e pensamentos diurnos, em nossos anseios e aspirações, são a confirmação de que ela existe. O fato de nos sentirmos desoladas na sua ausência, de ansiarmos por sua presença quando dela estamos separadas? Essas são manifestações de ela ter passado por aqui."


Última edição por Queen em Qua Ago 24, 2011 11:54 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Qua Ago 24, 2011 11:46 pm

“A Sabedoria dos Ciclos Femininos”
por Patricia Cuocolo

"A mulher é portadora de uma das funções mais sagradas que é ser a “Guardiã dos Ciclos”.

Nas culturas ancestrais, ela era reverenciada e associada ao próprio Princípio Divino Feminino, pois trazia em seu vaso sagrado (ventre) a possibilidade de criar vida de dentro do seu próprio corpo e nutrir essa vida com o alimento gerado dentro dele. Ela era a própria criação.

O período da Menstruação era o período que elas se retiravam para a Tenda Vermelha para realizarem seus rituais, para se regenerarem, para se conectarem com suas ancestrais e sua intuição.Utilizavam o poder de purificação das ervas e fertilizavam a terra e seus projetos com o poder do sangue menstrual. Vertiam seu sangue diretamente na terra , o sangue era o poder da vida e era responsável por gerar vida.

No Antigo Egito muitos faraós antes de serem enterrados eram pintados com o sangue menstrual para a garantia de seu renascimento.

Lua, Sangue e Mulher sempre estiveram associadas. Em várias línguas as palavras menstruação e Lua são as mesmas ou estão relacionadas. Notem que “mens” significa “Lua”.O momento da menstruação é o momento que a Mulher está com os “portais” abertos, pois quando o sangue verte, algo na mulher está morrendo para renascer.O endométrio se descola da parede do útero para iniciar o processo de regeneração. A partir desse ponto o útero se prepara para receber uma nova vida, que pode ser um filho, ou alguma produção criativa, como um projeto novo, um relacionamento, um trabalho, uma amizade, um caminho espiritual, entre outros.

A essência da mulher é ser portadora dos ciclos de vida – morte – vida, e quando ela não dá atenção para essa natureza sábia – que tem sua representação máxima no ciclo menstrual, acaba muitas vezes adoecendo do corpo e da alma.

Tpm, cólicas, dificuldade de engravidar, doenças no útero, ovários e seios, podem ter origem no fato da mulher ter se distanciado de sua natureza cíclica e sábia, onde sua capacidade de silenciar para ouvir a própria intuição e as mensagens de seu reino interior ficou para trás, com prejuízos drásticos para seu equilíbrio físico – psíquico – espiritual .

Uma das formas de reconexão com essa natureza é criar o hábito de analisar os ciclos, anotar a lua que geralmente chega a Menstruação (a Velha Sábia), e aprofundar na essência mutável de cada fase da Lua – (Lua Nova – o início dos ciclos, Lua Crescente – o amadurecimento , Lua Cheia – a colheita , Lua Minguante – a avaliação do que continua e do que escolho me desapegar para dar início a um novo ciclo) .

Outra maneira é participar de Círculos de Mulheres , onde através do olhar, dos gestos, da palavra e da dança de cada uma , é resgatado novamente o poder dos Mistérios Sagrados Femininos e onde são curadas as feridas da Alma da Mulher!"

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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Qua Ago 24, 2011 11:53 pm

Curando a Guerreira Interior

Guerreira para Deusa: Como Transformar o Feminino


Por Suzanna Kennedy



"Há muitos tipos de mulheres em nossa sociedade, mas a que clama mais alto para a cura, é A Guerreira Ferida. Vocês almejam se transformar em Deusas, mesmo que poderiam não usar estas palavras para descrever o seu desejo.



Quem é a Guerreira Ferida?



A Guerreira Ferida é poderosa, independente, auto-confiante e bem sucedida - porque vocês têm que ser. Mesmo assim, vocês se ressentem com toda a responsabilidade e obrigação que acompanha o seu papel. Vocês são as únicas ao redor que resolvem tudo, e resolvem tudo bem rápido e perfeitamente.



Vocês são amargas (pelo menos interiormente) em relação aos homens, que vocês acreditam obter todas as rupturas, mas fazem pouco do trabalho real. Vocês vêem os homens como o sexo mais fraco, respondendo emocionalmente e agindo ilogicamente - quando eles agem, de nenhuma maneira. Vocês pensam que os homens são somente bons para uma coisa - mover os móveis. Bem, duas coisas, talvez.



Há muito tempo, vocês abandonaram a fantasia de um príncipe num cavalo branco ou do Príncipe Encantado. Vocês são amargas, zangadas e algumas vezes até interrompendo os seus relacionamentos com estes seres masculinos inferiores. Vocês conscientemente ou agressivamente-passivas buscam a desforra contra os transgressores masculinos nesta sociedade patriarcal.



Vocês respeitam outras Guerreiras, apesar disso não têm tolerância por mulheres "mais fracas", que não carregam a espada da Guerreira. Vocês são ou foram uma boa esposa e uma boa mãe, protegendo e sustentando a sua família. Até agora, vocês expressam até estes papéis através da postura de um guerreiro.



Vocês estão cansadas de lutar. Vocês exibiram as suas feridas da batalha orgulhosamente no passado, mas agora que vocês crescem entediadas com a conquista. Sua armadura é pesada e vocês ambicionam removê-la para sempre. Vocês anseiam pela Deusa dentro de vocês; ainda que acreditem, vocês não podem sobreviver sem a sua espada da Guerreira. Deixem-me apresentá-las ao - poder da Deusa.



Quem é a Deusa?



A Deusa é bem simplesmente – a incorporação do Divino em um corpo feminino. Ela tem discernimento e age com integridade. Ela tem uma essência de paz interior que é inabalável. A Deusa irradia uma energia que é tão poderosamente bela, amorosa e suave, que os outros são atraídos para ela como um ímã.



Ela pode ter sido uma Guerreira Ferida em uma época, mas ela curou as suas feridas. Ela liberou a raiva, a dor, o medo, a culpa e o julgamento. Ela tem se libertado dos sentimentos de traição e de abandono. Ela substituiu estas emoções vibracionalmente inferiores pela compaixão e alegria. Ela transformou as suas crenças limitantes, atitudes, e padrões de pensamento em uma aceitação amorosa por todos, como eles são. Ela não tem necessidade de mudar alguém, pois ela vê o Divino em todos os seres. Ela compreende que qualquer ataque é simplesmente uma demonstração de medo. Ela se lembra do medo, e ainda sabe como neutralizá-lo com seu fluxo ilimitado de amor.



A Guerreira Ferida e a Deusa - dois arquétipos femininos poderosos. Um cansado e ferido; um radiante e curado. Como a Guerreira ficou ferida? E como ela pode se transformar em uma Deusa? Para responder a estas questões, vocês devem primeiro compreender como a energia se move nos humanos.





O que são Padrões de Energia Masculinos e Femininos?



A Energia tem padrões de movimento e nós podemos chamar um padrão masculino, o outro feminino. O padrão masculino de movimento é positivo (agressivo); ele inicia a ação. Olhem para a genitália masculina como um exemplo. Ela está fora do corpo, ação orientada. Recebe o prazer ao mover-se contra as paredes de um recinto cercado. Nos humanos ele se expressa através da mente, como uma necessidade de compreender, analisar, encontrar os limites, fazer planos e agir. Nesta expressão mais elevada, a energia masculina adora dar, proteger, e prover o conforto e segurança na realidade física. Todos os seres humanos têm um aspecto masculino para eles próprios, algumas vezes chamado de masculino interior.



Do mesmo modo, cada indivíduo tem um feminino interior. Este padrão de energia é receptivo e compreensivo - um espaço aberto com fronteiras definidas. Ainda que o espaço aberto seja escuro e misterioso. O feminino é confortável com o desconhecido. Do mistério brota a criatividade e a intuição. É o útero - nutrindo e educando (alimentando). A energia feminina se expressa através do coração, através dos sentidos - usando a sua criatividade para gerar um espaço exterior que é convidativo, nutritivo e sensual.



Idealmente, cada indivíduo teria aspectos masculinos e femininos, amadurecidos e saudáveis, trabalhando juntos como companheiros semelhantes. Entretanto, raramente este é o caso. Quando os humanos experienciam os tiros e flechas da vida, seus masculinos e/ou femininos interiores se tornam feridos, e o seu desenvolvimento interrompido. Então uma Guerreira ferida é uma mulher que expressa predominantemente a energia masculina, porque o seu aspecto feminino está ferido e disfuncional. Naturalmente um homem pode ser um Guerreiro Ferido também.





Como vocês se tornam uma Guerreira?



Há várias possibilidades. Pode ter desenvolvido o sentimento de que seu pai não forneceu a segurança e a proteção necessárias. Talvez seu pai estivesse ausente emocional e fisicamente. Ou talvez vocês tivessem um pai que expressou mais a energia feminina, não modelando um arquétipo masculino amadurecido. Vocês podem ter se modelado conforme a sua mãe ou outra mulher influente, que era uma Guerreira. Vocês podem se sentir traídos ou abandonados por um ou ambos os pais. Vocês podem sentir que vocês necessitam desempenhar o papel do masculino e serem o provedor e o protetor da família. Vocês podem ter decidido que vocês precisavam desenvolver qualidades semelhantes ao Guerreiro, para sobreviverem no mundo dos negócios. Seja qual for a razão, vocês colocam a armadura e lutam. Vocês lutam por vocês mesmas, sua família, sua profissão, reconhecimento e validação. Vocês acumulam feridas, cicatrizes da batalha e conquistas, também. Seu ego está sobrecarregado e a sua alma grita pelo isolamento.





Como o Ego opera?



O ego tem recebido uma punição. Algumas disciplinas psicológicas e espirituais sugerem que vocês deveriam suprimir todo o seu ego ou até matá-lo. Mas o seu ego desempenha um papel muito importante quando vocês estão em um corpo físico, neste planeta. O trabalho do seu ego é protegê-los. Momento a momento, o seu ego examina cuidadosamente o seu banco de dados, acumulados no DNA de suas células, e as memórias (conscientes ou subconscientes), que são similares à situação na qual vocês estão correntemente engajados. Se o ego encontra qualquer memória similar à situação atual que resultou na ferida do seu ser, ele tenta protegê-los de serem feridos novamente.



Vocês têm uma flexibilidade de armazenar dados de memórias subconscientes guardados em seu DNA de seus ancestrais. Algumas culturas acreditam que vivemos outras existências, e estas memórias estão guardadas em seu DNA, também. Com toda esta história, quando o ego faz uma varredura, ele quase sempre encontra uma situação similar, onde vocês foram feridos. Então ele ergue as defesas para evitar que vocês sejam feridos novamente.



Ele pode levantar sentimentos de medo e de dúvida. Ele pode iniciar pensamentos, crenças ou memórias que os distraem de participar da situação. Algumas vezes, ele criará obstáculos que os impedirão de participarem, tais como limitações de tempo, reveses financeiro e até doenças. Ele fará qualquer coisa para protegê-los.



E estas defesas os deixam limitados para reagirem da mesma maneira que vocês sempre têm. E adivinhem o que? Se vocês reagirem do mesmo modo, vocês obterão os mesmos resultados. Nenhuma experiência nova pode vir disto. Vocês não podem crescer com isto. Vocês estão casados com a monotonia.





Como a Alma usa a Lei da Atração?



A razão de vocês encontrarem situações prejudiciais é devido a energia prejudicial que está guardada dentro do seu DNA. Sua alma está sempre buscando trazê-los de volta à saúde e alegria. Então ele tenta liberar a energia escondida e suprimida. Ela usa a lei da atração (semelhante atrai semelhante), para magnetizar as pessoas e situações para vocês que acionarão a oportunidade para liberar.



É por isso, que como uma guerreira ferida, vocês atraem homens feridos. Eles provocam vocês e lhes dão a oportunidade de clarear e liberar esta energia guardada. Vocês podem clarear a energia prejudicial no DNA. E quando vocês o fazem, vocês começam a se mover através de sua vida sem a memória celular danosa. O trabalho do seu ego é muito mais fácil, porque não há energia prejudicial para ser liberada - vocês não estão mais atraindo situações dolorosas. E quando vocês se movem para uma situação nova, e o seu ego escaneia as memórias dolorosas, ele não pode encontrar nenhuma. Então o seu ego lhes permite moverem-se para novas experiências, sem limitações. Como a Guerreira se transforma em Deusa?





É um processo de quatro passos:



1- União Sagrada do Masculino Interior e do Feminino Interior

2- União Sagrada do Ego e do Espírito

3- Nascimento do Humano Divino

4- Relacionamentos de União Sagrada





União Sagrada do Masculino Interior e do Feminino Interior



No primeiro passo é necessário fazer surgir o amor e curar todos aqueles aspectos de vocês mesmos, relativos ao relacionamento. Trazer à tona todas as energias escondidas e suprimidas da raiva, ira, ressentimento, ódio, ciúme, inveja, traição, separação e abandono para liberação e transmutação.





Após clarearem as percepções e energias densas do seu sistema de quatro corpos, voltem a sua atenção para seu próprio masculino interior e seu feminino interior. Observem em que condição eles estão. Acendam a luz da Fonte sobre eles, de modo que eles se curem e amadureçam saudáveis, seres bem equilibrados que trabalharão juntos na Sagrada União dentro de vocês.





A Sagrada União do Ego e do Espírito.



O seu ego ou a imagem criada da mente, está associado com o corpo mental. O seu ego protege o seu corpo físico, e também protege e mantém a sua auto-imagem e os seus sistemas de crenças. Seu trabalho é manter tudo igual. Então, quando vocês tentam crescer e se expandir, especialmente emocional ou espiritualmente, o seu ego, em um esforço de manter o status quo (estado atual), sabotará os seus esforços de auto-aperfeiçoamento.



O ego usa as energias da raiva, medo, culpa, julgamento e dor como estratégias para proteger a sua auto-imagem. A fim de se expandirem para a imagem de vocês como uma Deusa, vocês devem se engajar na cooperação com o ego. Neste passo, reconheçam o ego por todo o seu dedicado serviço passado. Dêem-lhe uma promoção e a descrição de um novo trabalho que seja consistente com a manutenção de uma nova auto-imagem, como uma Deusa. Promovam os vários aspectos do ego, do status de protetor, para o status de conselheiro. Isto realmente causa a ascensão do corpo mental, preparando o caminho para a União sagrada dos vários aspectos da sua Divindade com seu corpo físico.





Nascimento do Humano Divino



Os geneticistas encontraram o que eles se referem a como "DNA de sucata". Este é o material genético que parece não estar ativado no momento e eles não podem imaginar o seu propósito. Mas isto não é lixo! Estes são cordões de DNA que uma vez conectados e ativados, podem lhes dar habilidades que vocês poderiam considerar como metafísicas. Estas habilidades incluem percepção extra-sensorial, rejuvenescimento, imortalidade, telepatia, psico-cinesia, acesso às informações e comunicação de outras dimensões, teletransportação, bilocação, e manifestação instantânea.



Em tempo, vocês evoluirão e terão as mesmas habilidades atribuídas às deusas dos mitos antigos. E se estas figuras míticas fossem seres reais? Talvez elas fossem seus ancestrais antigos, de outro lugar ou de outra dimensão. Talvez todos os 12 cordões do DNA estivessem conectados e ligados, e elas pareciam como deusas para os seres de 2 cordões. Talvez de alguma maneira em nossa história, o nosso DNA foi desconectado ou desordenado. Pode este DNA extra ser reconectado e ativado? Aqui está a parte surpreendente: O DNA e as realidades holográficas são mutáveis.



Quando vocês mudam os registros, a realidade holográfica que vocês chamam sua vida, deve mudar para se alinhar com os registros. Se vocês mudarem as imagens holográficas, vocês mudarão os registros. Durante o seu Nascimento Divino, vocês podem reescrever o script de sua vida e até encobrir o script familiar antigo. Em tempo, o script antigo se dissolve e o novo assume. Uma vez que vocês estejam expressando Quem Vocês Realmente São como uma Deusa, vocês podem querer se mover para o quarto estágio e manifestarem uma parceria íntima com outro Humano Divino. Ou vocês podem querer formar parcerias de União Sagrada para expressão criativa ou serviço prazeroso para o planeta.



Relacionamentos de União Sagrada





Quando vocês incorporarem a sua Divindade, verão mudar a natureza de todos os relacionamentos. Vocês se sentirão plenos e completos, e não mais olharão para outra pessoa para completar vocês. Isto tem muitas implicações.



Um resultado é que se soltam da carência, da posse, da busca e do apego. Há uma confiança pacífica que se estabelece. Vocês começam a sentir que cada relacionamento é uma União Sagrada, porque vocês reconhecem a Divindade dentro de vocês e de todos os outros.



Vocês vêem o Ser Divino em todas os outros rostos e confiam que enquanto as fisionomias fluem para dentro e para fora de sua vida, cada uma traz a sua própria maneira de refletir a sua compaixão para vocês. Vocês têm um sentimento de imparcialidade para as formas que os relacionamentos assumem. Há um novo sentido de liberdade e aceitação para os relacionamentos mudarem e alterarem a forma.



Se vocês escolherem, vocês podem convocar uma Parceria Íntima de União Sagrada ou elevar a sua parceria atual para o status de União Sagrada. Se esta for a sua escolha, ela serve para tornar muito clara acerca do que vocês querem em um companheiro ou em um relacionamento. Convocar um Companheiro Íntimo de União Sagrada é um processo de criação. Claridade mental na União Sagrada com o coração - sentir gratidão, atrairá o desejo do seu coração.



Seu time espiritual poderia lhes dirigir para um facilitador para navegar e testemunhar esta transformação. Escolham alguém que esteja sempre irradiando e demonstrando a clara energia da Deusa em sua própria vida, já que ela pode transmitir uma energia de alta freqüência e assistir na transformação graciosa da Guerreira Ferida para Deusa.



Como Reconhecer uma Deusa





A Deusa se libertou de tudo o que não é divino. Ela desfruta e expressa a sua feminilidade com coragem. Ela acha que tanto os homens, quanto as mulheres estão mais confortáveis para trabalhar e brincar do que antes. Ela se liberou de seus sentimentos suprimidos de traição e de abandono e irradia a energia da confiança. Então outros se tornam acessíveis, baixam as suas defesas, e ela extrai a lealdade e a integridade deles.



Ela trata aos outros com compreensão e gentileza. Entretanto, ela é perceptível e sabe como traçar os limites, quando apropriado. Ela fala a verdade, do seu coração, com respeito, honrando os sentimentos e os outros.



A Deusa carrega uma energia particular, mais elevada, uma vibração mais rápida em seu campo eletro-magnético. Ela criou um ambiente em seu corpo que magnetiza as energias Divinas mais refinadas. O seu corpo se torna uma torre de rádio que ancora as energias celestiais de compaixão profunda e de alegria na Terra e então a irradia para fora, em todas as direções.



Há muitos aspectos da Deusa. Ela pode ser como Ísis, expressando o aspecto da Mãe Criadora. Ela pode expressar Afrodite; o aspecto da companheira amorosa, sensual e sexual. Ela pode expressar Kali, a destruidora que não esta mais à serviço. Ela pode expressar uma Deusa Guerreira, a protetora que sabe como arrancar e proteger fronteiras. A diferença agora é que ela está curada e inteira, podendo ela recorrer a qualquer aspecto da Deusa que sirva melhor para ela em qualquer momento. Ela não se limita mais em agir somente fora da parte da Guerreira Ferida. Ela irradia a energia da União Sagrada dentro dela mesma, e isto atrai um companheiro de União Sagrada para ela no mundo físico. De acordo com o Momento Divino, naturalmente, ela atrairá um Deus para saudar a sua Deusa.



A Lei da Atração opera para atrair outros que são da mesma energia e consciência. Em breve, ela se encontra cercada por Deuses e Deusas - todos vivendo harmoniosamente no Paraíso na Terra que eles criaram de suas energias equilibradas do Amor Divino, Sabedoria Divina e Poder Divino. Minha história: Em meu próprio caso, quando eu me interiorizei, vi que meu feminino interior estava encolhido, no fundo de uma caverna escura. Ela estava suja e assustada, e tinha cerca de seis anos. Meu masculino interior era um gigante Rei Guerreiro - forte e sempre na defensiva. Foi com esta imagem que vim a compreender como eu tinha me tornado uma Guerreira Ferida - um Rei Guerreiro no corpo de uma mulher. O feminino interior era totalmente incapacitado e não funcional.



Eu sei que o meu Rei Guerreiro estava muito cansado. Ele mesmo tinha carregado a responsabilidade por existências. Ele estava cansado de usar somente a sua mente e a força física para dominar o mundo. Ele ansiou por esta rainha para contribuir com seus presentes da intuição e criatividade, em uma parceria igual. Seu objetivo mais recente era criar um ambiente seguro para ela sair da caverna, crescer e ver que o mundo era mais uma vez, um lugar seguro para ela expressar a sua feminilidade.



Meu Rei Guerreiro submeteu-se a uma busca. A busca era livrar à si mesmo e a sua rainha criança, dos sentimentos passados, atitudes, crenças e memórias celulares que os mantinham presos, aos padrões de pensamento e de comportamento limitados.



Então, meu Rei Guerreiro, conduziu-me às técnicas que me ajudaram a clarear, clarear, clarear, toda a energia presa e suprimida. E então, como uma validação, eu encontrei um homem que espelhou para mim - meu novo Eu. Nós tivemos um relacionamento curto, mas muito prazeroso. Ele era equilibrado em seus aspectos masculinos e femininos. Em nosso relacionamento, ele expressou o aspecto masculino - iniciando o nosso tempo juntos, fazendo os planos, fornecendo um ambiente para que nós explorássemos um ao outro.



Pela primeira vez em minha vida eu cedi e permiti a um homem tomar o comando. Ele me disse o que ele queria e o que pensava sobre as coisas. Eu lhe disse como eu me sentia acerca do que ele dizia e queria. E ele respeitou os meus sentimentos. Ele fez as correções necessárias para permitir-me sentir segura e estimada.



Quando eu refleti sobre o nosso relacionamento, eu notei a diferença entre este e todos os meus relacionamentos passados. Eu reconheci do quanto eu me agradei ao expressar a energia feminina neste relacionamento. E quando eu fiz isto, eu vi meu o feminino interior levantar-se e prestar atenção. Ela saiu da posição fetal, no fundo da caverna e dirigiu-se para a luz solar. Ela aqueceu-se na energia da minha apreciação da minha feminilidade.



Enquanto ela absorvia esta apreciação, ela começou a se transformar. Ela começou a crescer, a partir de uma criança de seis anos, através da adolescência, da puberdade, para a mulher amadurecida. Enquanto ela se transformava, meu masculino interior assistia e observava em fascinação e excitação crescentes. Sim, sim, isto é por isso que ele estava esperando.



Ela cresceu em uma bela mulher e posicionou-se para encarar o Rei Guerreiro. Eles olharam fixamente nos olhos, um do outro. Ela lhe agradeceu por toda a sua paciência, bondade, e por conduzir por tanto tempo sem ela. Ela agradeceu-lhe por sua proteção e por criar um ambiente seguro. Eles se abraçaram e saíram para o pôr-do-sol, presumivelmente para apreciarem a sua lua de mel.



Desde este tempo, a minha criatividade e intuição têm aumentado tremendamente. Foi-me dado o presente da cura para compartilhar com os outros. Eu experienciei uma concepção imaculada de um projeto para criar a União Sagrada, a qual eu chamo de Elevação Humana Divina. Meu masculino e feminino interior agora trabalham juntos na União sagrada como companheiros iguais. Eu os vejo sentados, unindo-se em tronos dourados, lado a lado, governando o reino com poder, sabedoria e compaixão. Eu atraí um Companheiro de União Sagrada, que expressa o Masculino Divino em nosso relacionamento. A nossa União Sagrada é mais feliz do que eu jamais imaginei ser possível."





Suzanna Kennedy email: suzannak@verizon.net



Fonte: Reality Crafting
Reality Crafting fornece inspiração, ferramentas e apoio para facilitar a sua transformação para o Humano Divino, co-criando o Paraíso na Terra.
Tradução para o Português: Regina Drumond reginamadrumond@yahoo.com.br
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Taýr Mirellë em Sex Ago 26, 2011 12:21 am

At first I was like Very Happy but then I went Shocked

Comecei a ler o primeiro post, mas quando vi a quantidade que havia para ler fiquei assustada... Acho que vou começar a vir a este tópico para uma leitura ocasional informativa sobre o assunto, obrigada pela info Smile
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Convidad em Sex Ago 26, 2011 9:44 am

Queen, tenho o "mulheres que correm com lobos" em casa mas tenho que admitir que nunca peguei nele porque achei que era newage dos anos 70 para mulheres reprimidas, lol.
E tou com a taýr, é muito pra digerir, não é melhor um post de cada vez pra podermos ir comentando?
Este tema do feminino interessa-me muito. Comprei há pouco um livro chamado "witches" de Erica Wong, pode ser que gostes, também tem esta tematica mas com umas ilustraçoes magnificas! Very Happy

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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Sex Ago 26, 2011 9:54 am

@Muffin, coloquei estes de uma assentada só, porque tão cedo não vou deixar aqui mais. Smile Tenho alguns livros sobre a temática, mas esse não conhecia. Vou consultar. Obrigada pela dica! Wink
O "Mulheres que correm com lobos" deixa um pouco essa ideia, mas na verdade é muito profundo. Eu acho. Pode haver um ou outro capítulo que pareça menos interessante, mas há sempre algo que salta à vista. A autora faz uma boa análise das coisas.
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Convidad em Sex Ago 26, 2011 9:15 pm

Assim sendo vou ver se o leio assim que acabar o que estou a ler agora. Tenho demasiados livros e como ando sempre a ler meia duzia de uma vez demoro muito a acabar! Já nem me lembrava que tinha esse cá em casa, mas vai voltar à lista. Very Happy
O witches foi escrito por uma feminista, é mais a historia da ideia de bruxa, não é um texto muito pagão, mas tem tanto poesia como prosa muito interessante. Se procurares na amazon deve tar barato, já tem uns anos.
De qualquer das forma aposto que também já terás uma boa lista d espera e livros. tongue

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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Sex Ago 26, 2011 11:46 pm

@Muffin.....Só vou dizer isto. Eu sou uma compradora compulsiva de livros. E agora com as feiras de saldos de livros q têm havido nos últimos tempos, podes imaginar.....Neste momento estou em arrumações em casa, e acredita, agora tive noção da quantidade de livros q esta casa tem....Mete medo. affraid
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Sailor Moon em Sex Set 02, 2011 9:04 pm

Tive a mesma sensação quando vi os posts de que eram enormes, mas por incrivel que pareça até é de muito fácil leitura.

Obrigada Queen deste-me bastante em que pensar....
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Fenix Dourada em Sab Set 03, 2011 8:31 am

Às mulheres que gostaria de se reencontrar a si mesmas e entender-se mais profundamente:

A vida moderna, os contraceptivos, os facilitismos, levaram as mulheres a extremos. Hoje em dia, a maioria delas não se apercebe do afastamento natural dos seus ciclos, tendo depois as depressões, os problemas hormonais, as infertilidades, as depressões pós-parto, ect...

Umas das questões fundamentais é saber se se é (está - ja explico o porquê) mulher de ciclo de Lua Branca ou Lua Vermelha. Para quem não está familiarizada com estes termos, uma breve explicação: Lua Branca é quando se se faz a ovulação em Lua cheia e a menstruação em Lua Negra (3 dias antes da lua nova) e a Lua Vermelha a ovulação em Lua Negra e a menstruação em lua cheia.
o "está" é porque a mulher vai alterando os seus ciclos consoante o seu estado de espírito e o seu ritmo biológico ( o corpo "diz-lhe" o "tempo" propicio para para determinadas coisas, se ela o ouvir).

Para melhor se entender, a realização de um diario de Lua Vermelha é aconselhável: anota os seus ciclos, o seu temperamento, as suas inspirações, as dores, as vontades....
correlacionando isso com os ciclos da lua (crescente, cheia, minguante e nova) ela consegue perfeitamente se sintonizar.

Claro que hoje em dia, é difícil as mulheres dizerem sim ou não ao sexo em determinadas alturas, e o uso de contraceptivos hormonais não ajudarem muito para este tipo de situação ^^, mas por experiência própria, aconselho vivamente durante pelo menos um ano experimentarem, vale o esforço, e provavelmente muito de vós depois não quer outra coisa XD.
Isto também requer alguma participação aberta por parte do companheiro, mas a cumplicidade neste campo, de quando "podemos ter", torna-se ao mesmo tempo uma brincadeira saudável entre o casal (e como felizmente temos varios recursos para não engravidar, quando "não se pode ter" torna-se uma uma inspiração a criatividade sem limite - em ultimo analise os preservativos tb funcionam XD).

Ao fazer este diário durante pelo menos 6 meses, ja a mulher consegue perceber as diferenças dos seus comportamentos e usar isso em termos profissionais, sabe qd vai estar mais propicia a criatividade e inspiração, sabe qd deve evitar ambientes carregados - precavendo-se de varias formas, e afastar-se deles se puder, e por ai fora...

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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Taýr Mirellë em Sab Set 03, 2011 4:20 pm

Wow Vivian, o que escreveste aí dá mesmo muito jeito! Eu por acaso já tinha reparado que era de ciclo de Lua Vermelha sem pensar nessa nomina pois não a conhecia, e anoto sempre as minhas menstruações, mas este mês comecei a tomar uma pílula nova e já notei diferenças no meu corpo (predominantemente seios inchados, especialmente agora que estou no fim da caixa e estou a entrar na semana da menstruação, lulz). Apesar de me sentir segura contra gravidezes indesejadas, sinto-me "traidora à minha natureza" por adoptar estes controlos hormonais (por um lado, seria fantástico termos o cio, saberíamos sempre quando estávamos na ovulação xD), mas como tenho namorado não posso arriscar mesmo. Outra coisa que não me agrada muito na pílula é o elevado risco de trombose e AVC's, e eu tenho uma circulação a modos que má, logo, o risco em mim é considerável :/
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Sosai Wakasaki em Sab Set 03, 2011 4:23 pm

Taýr Mirellë escreveu:(predominantemente seios inchados, especialmente agora que estou no fim da caixa e estou a entrar na semana da menstruação, lulz)

E para variar o Sr. Sosai fica sempre a saber quando uma rapariga está na menstruação. :coisa: :dunnolol: Sorte a minha.

Quanto ao tópico, não me vou dar ao trabalho de ler isso tudo, visto que é até algo mais para o lado feminino xD


Última edição por Sosai Wakasaki em Sab Set 03, 2011 4:36 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Taýr Mirellë em Sab Set 03, 2011 4:33 pm

LOL, neste caso só ficaste a saber porque vieste meter o nariz x'D
É a tua sina, poor you xD
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Sosai Wakasaki em Sab Set 03, 2011 4:35 pm

Não, fiquei a saber, porque sou o Administrador e por isso tenho que moderar todos os tópicos. Claro que os primeiros posts dei só passagem de olhos e mais nada. Oh well... Chega de off-topic.

E sim, é a minha triste sina.XD

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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Taýr Mirellë em Sab Set 03, 2011 4:37 pm

Mwahahahaha, and Spam Master #3 strikes again!!! [/offtopic] :p
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Dom Set 04, 2011 10:51 pm

@Sailor Moon, Obrigada.

@Fenix, obrigada pelo reply que acabou por completar o tópico.

@Taýr, ñ és a única a sentir isso em relação "à nossa natureza"...
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Ookami em Sab Nov 26, 2011 11:14 am

Este artigo define o instinto e a intuição como algo somente feminino e reprimido, o que não é verdade.
É um fator humano que está tão presente como outro aspeto qualquer. Basta pensar no vicio do jogo, ou em pessoas que seguem o seu instinto. Não é uma característica feminina presente em todos nós, mas sim uma tendência humana que não está reprimida de todo.




This article defines instinct and intuition as something purely feminine and suppressed, this isnt true.
It is a factor of human life that is just as present as any other aspect. Think of gambling or people following their “gut” feeling. It isnt a femine trait that is within all people but rather a natural tendency of the human condition and definitly not repressed.

Women have not been repressed for thousands of years, there have been time periods where they have and others where they are venerated. This sort of thing is cyclycal and as such is never truelly out of balance, the feminine aspect has always been and will always be present.
There is no need to speak about it like its our last hope for survival because it is just one of the two parts we require, nothing more.

Guerra aqui é vista como um elemento negro e negativo, a guerra é algo muito mais natural que as ideias de paz que tentamos cuidar e publicar. Isto leva me a pensar que o ponto de vista deste papel é muito meigo e como tal tentar recusar alguns aspetos naturais do mundo. Logo como é que o autor possivelmente tem noção do que realmente é e não é o caminho certo. Ideologia não é pratica.

O homem não considera a mulher uma besta de carga, há pessoas que sim e á aqueles que não. è um processo completamente individual. Cada um e uma tem o poder de mudar a sua situação.

E prostituição não tira o valor á mulher!
É uma profissão antigisima e de muito valor, se hoje em dia é vista de forma tão negativa eu quero lá saber. O verdadeiro valor e o valor dado por a sociedade são coisas diferentes. A mulher não tem de ser sentir rebaixada por fazer prostituição ou por ter outras colegas ou irmãs que o fazem. A prostituição é algo que homens também fazem, a única diferença é que fala-se muito menos no assunto por é de menos interesso.


Na grande escala, eu acho que a peça ajuda mulheres a valorizarem-se mas faz o de forma um pouco "iffy"
Até a imagen da mulher selvagem é uma tentativa de dar uma imagen possitiva e forte para quem a mulher possa olhar e sentir se poderosa. Algo bom mas novamente estão a tirar de um lado para por no outro.

As diferentes peças deram olhares diferentes mas muitas vezes um pouco "one sided"
Acho que é uma forma um pouco dehonesta de dar força ás mulheres. Quando á tanto de positivo para dizer e para ser devidido, eu pergunto "porque" temos de por um sexo assim do outro. Especialmente quando frase sim frase não estão a falar de igualdade.



*******
Depois falarei mais, gostei da ideia.

********

A mulher selvagem

Nestes artigos, especificamente o segundo e usam a mulher selvagem como definição para o instinto. E enquanto eu concordo que o instinto é o nosso lado selvagem, seja homem ou mulher, discordo com muito que estão a associar.

O lado selvagem é um lado bastante forte e para aqueles que não estão sincronizados com ele acabam por viver a novo quando o encontram. Mas considero que não é algo difícil, depende do teu nível de imersão social, então sim para quem é ovelhas da sociedade isto torna-se algo difícil e uma viagem comprida. Para alguns se calhar a maior viagem que vão ter.
Vou ter de concordar e até defendo e acho muito mal que historicamente os triunfos e Victoria/descobertas feitas por o sexo feminino são poucas e raras. Acho que todos percebemos que isto é devido a uma repressão do sexo feminino.
O que está a acontecer nestas peças no meu ponto de vista é o seguinte “ Tu és especial por ser mulher” mas esquecerem-se de disser “Tal como as outras todas” e “Eles também são”.
Isto não fala por tudo mas de certa forma fala por muito que está escrito.

Gostaria de ver o sagrado feminino elaborado e venerado de forma mais construtiva, porque o grande problema de alguns deste pontos de vista é a facilidade de quebrar qual quer trabalho que é feito com a pessoa provando que este ou aquele aspecto não é feminino ou levando as pessoas ao ponto de quebra.

O ciclos da mulher são algo como as estações e como o fluxo da vida, e os ciclos do homen muito mais parecido com as correntes de um rio ou o arder de uma chama. São diferentes mas ambas divinas e muito especiais da sua própria forma.

A mulher é algo tão precioso, eu já nem sei o que dizer depois de ler isto tudo... Fico frustrado que as grande guias que podiam elevar o seu sexo para maiores patamares estão pressas a coisas tão minúsculas.


Última edição por Ookami em Sab Nov 26, 2011 11:33 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Sab Nov 26, 2011 12:30 pm

@Ookami....Can´t wait......Já tenho algumas respostas preparadas para ti.
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Ookami em Sab Nov 26, 2011 11:33 pm

já podes responder.
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Re: Sagrado Feminino

Mensagem por Queen em Dom Nov 27, 2011 2:27 am

O instinto de que se fala aqui é o deixar-se ser o que se é. Sem repressões. Basta pegarmos nas normas sociais que exigem e muitas vezes nos obrigam a contrariar certos comportamentos. Vou-te dar um pequeno exemplo. Eu tenho por hábito dar grandes gargalhadas. Se o fizesse na Idade Média ou mesmo no século XIX em determinada ocasião, era logo olhada de lado e vista como uma leviana. Isto se pertencesse a determinada classe social, claro. Falar de sexo, então!!! Ui! Nem pensar! A questão da intuição muitas vezes foi considerada como superstição, e por isso mesmo reprimida. E não considero, assim cm tu q sejam coisas só de mulheres.

Sim, ao longo da história, a mulher foi adorada, desprezada, etc. Podemos encontrar isso ao longo da história. Tudo dependia um pouco das mentalidades e das culturas. Mas sobre isso vou deixar aqui um ou alguns excertos de um livro q acabei de ler e que adorei, pois só veio confirmar o que pensava e como sinto as coisas. E que foca o que realmente deve ser recuperado. A importância do feminino, para trazer tudo o resto à tona. Mas é o feminino aliado ao masculino. Ou vice-versa. Porque é assim q de deve ser : 50-50.
O texto da Deusa-Guerreira q aqui se encontra até q aborda algumas das coisas q li nesse mesmo livro.

Então o respectivo livro é “A prostituta sagrada : a face eterna do feminino.” de Nancy Qualls-Corbett. A autora que também é terapeuta, fez uma investigação bastante detalhada das civilizações antigas, fazendo mesmo viagens até aos locais das referidas, dando-nos informação bastante detalhada da posição e status da mulher nessa altura, e mais que isso, de como a união ao sagrado é importante nas nossas vidas. Segundo ela, o vazio que mtos homens e mulheres dizem sentir, está ligado à falta de ligação com a parte instintiva, alegria e beleza, energia criativa e sexualidade, porque se encontra perdida.

Vou colocar um texto em itálico, apesar de as palavras que vou usar aqui ñ serem a transcrição exacta do original. É apenas para ficarem com uma ideia. E acredito que numa das partes, és capaz de discordar. Eu não vejo a prostituição como algo condenável. São escolhas.

“Na antiga Suméria existiam mulheres em templos que tinham a função de honrar a deusa do amor. Elas eram as prostitutas sagradas. Eram mulheres que encarnavam a Deusa do amor, dançando nos templos, para assim excitarem a união entre o corpo e a alma. Dessa forma, elas davam origem à renovação espiritual. Isto passava-se nos templos da Deusa do amor. Paixão e amor eram a lei nestes templos.
Os homens iam a esses locais venerar a Deusa do amor, presente nessas mulheres.
Elas conheciam a arte de fazer amor, contavam histórias, banhavam-nos, estavam ali para os acarinhar e receber. Da união sexual com esse homem que vinha em adoração surgia a tão ansiada renovação espiritual. O homem recebia todo e esplendor do feminino e a mulher toda a força do masculino. Ele conseguia ter a noção do que ia no seu coração agora, e ela regenerara a sua alma.

Em oposição a isto existia a chamada prostituição profana. Aquela que fazia uso da sexualidade como mera diversão.
As mulheres que exerciam esta função tinham uma vida muito difícil, pois não eram aceites pela sociedade, eram totalmente excluídas e marginalizadas. Isto em várias civilizações antigas.”


Falas de guerra. Por vezes a guerra, conflito ou batalha são um mal necessário.
Quando ofendem a nossa integridade como pessoa, vão contra os nossos valores, o que nos é querido, quando há injustiça, eu também defendo isso. Até mm a defesa de um país. Por vezes é preciso usar a força para nos defendermos e proteger o que precisa de o ser. É algo a que não gostaria de recorrer, mas se o tivesse de fazer, ñ hesitaria.
Não é a questão de eu “ser só paz e amor” como me disseram no outro dia, porque se eu tiver de fazer uso da força para defender algo, eu faço.

Mas o problema da guerra, são os interesses. É isso que comanda a guerra. Só havendo uma revolução de consciência no mundo isso acabaria. E o ser humano tem muito para aprender ainda.

Um dos textos que aqui deixei e de que mais gosto é o do Arquétipo da mulher Selvagem. E porquê? É um texto que faz uma análise interna à mulher, e por isso mesmo completamente diferente dos outros. O livro de onde foi retirado este excerto, aborda as feridas que todas as mulheres adquiriram ao longo da vida, ou possam ter adquirido, e ajuda a perceber como encarar isso.

Dizes que os textos falham por apenas frisarem que o facto de ser mulher é q é. Talvez dê essa impressão no início. Mas ñ é tanto assim. No Resgate da mulher Selvagem, tens referência à integração do feminino e do masculino. Talvez não da forma que pretendias q fosse abordada, mas está lá. Sabes, eu sou apologista de que devemos ter um sentido crítico apurado, porque mtas vezes palavras bonitas e frases bem construídas escondem falhas, e foi o que aconteceu contigo. Encontraste as falhas. Se me perguntares se concordo com tudo o que li, concordo com a maioria, sim, porque para mim faltam peças neste puzzle do feminino. E a principal peça é o masculino. O que eu retiro daqui é que o facto dos textos reforçarem o feminino tem a ver c serem escritos para as mulheres lerem. São mulheres que os escreveram, e ao escrevê-los enalteceram-se a si mesmas, libertaram o seu gosto em ser mulher e tudo o que isso é. Muitas vezes na escrita é complicado ñ colocarmos um pouco de nós e dos q pensamos no q escrevemos. Incluindo os nossos amargos de boca ao longo da vida. Pode ser q aqui tenha sido o caso. E acredito que sim. Tendo em conta as palavras mais ásperas que podes encontrar.

O texto que mais se afasta disto é o da Pinkola Estés, como disse, Mas é uma coisa completamente diferente.

O texto dos ciclos, é algo muito específico.


Este tema é algo que me apaixona imenso, e nas pesquisas que tenho feito, ñ há muita bibliografia sobre a parte masculina, infelizmente. E eu acho q esse pode ser um dos problemas. Por acaso há umas semanas encontrei uns títulos mto interessantes a propósito do masculino, o que me deixou felicíssima.

Consigo perceber um pouco essa frustração.


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